A felicidade

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017



A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior alcançados a través da plena realização das vocações e dons de nosso ser.

Porém, ahhh, porém... a atual sociedade, predominantemente materialista-produtivista-urbana, parece estar organizada de outro jeito, com outra proposta, para outra coisa. Mesmo que a palavra felicidade (ou happines) apareça por tudo que é canto, quase como um carimbo perverso que zoa da gente...



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Luz, quiero luz

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017



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Inimigos viram sócios e compadres

sábado, 15 de abril de 2017


O amor é a única força capaz 
de transformar um inimigo em amigo. 
-Martin Luther King-

Orlando Ordoñez e Néstor Orlando Garzón já foram inimigos na guerra civil da Colômbia. Hoje, o ex-guerrilheiro das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ex-militar colombiano são compadres e também sócios em um negócio. Eles contratam desmobilizados das diferentes guerrilhas do país, ex-paramilitares, vítimas e civis. Todos trabalham juntos na Remapaz (Recuperação do Meio Ambiente pela Paz), que recicla pneus usados, transformando-os em mobília, objetos de decoração e até em brinquedos.

A amizade inusitada começou com um cartão de visita entregue em 2005. Ordoñez e Garzón contam como foi o encontro no aeroporto de Medellín, em uma missão de inteligência do Exército colombiano, mudou a vida dos dois.

"Parte do meu trabalho como militar era abordar pessoas da guerrilha. Entreguei o meu cartão a ele e pedi que me ligasse para conversarmos. Mas ele só me ligou um tempo depois", disse Garzón, hoje militar aposentado do Exército colombiano e padrinho do filho de Ordoñez.

"Eu era um militante ativo das Farc, e aquele cartão que ele me deu no aeroporto despertou a minha curiosidade. Acabei telefonando, perguntando o que ele queria comigo. Nos encontramos em Bogotá, onde ele tentou me convencer a me desmobilizar antes de ser capturado", contou o ex-guerrilheiro. "A conversa com ele, naquela época, me fez pensar."

Jogo de jardim fabricado na Remapaz.
Quando decidiu abandonar a guerrilha depois de 15 anos nas Farc, Ordoñez telefonou para Garzón pedindo ajuda para se entregar. A decisão foi tomada meses depois do encontro no aeroporto, quando decidiu que não participaria de atos violentos, como os sequestros promovidos pelas Farc.

"Estava muito desconfiado, preocupado e assustado. E ele me acompanhou no processo até as autoridades", disse o ex-guerrilheiro. Ordoñez foi investigado pela Procuradoria e integrado ao programa governamental para desmobilização. "O que eu havia feito de ilegal era o porte de armas e o uso de uniformes privativos das forças militares colombianas", contou Ordoñez, que nega ter participado de sequestros e assassinatos.

A Remapaz não é a primeira empreitada dos amigos nos negócios. O primeiro empreendimento do ex-guerrilheiro e do ex-militar, assim que Garzón se aposentou, depois de mais de 20 anos de serviço, foi um campo de paintball --agora as armas tinham tintas. A empreitada durou dois anos.

"Nos demos conta de que poderíamos fazer algo significativo para o país e mostrar que a reconciliação era possível, eu mostraria da parte ilegal, e ele, da legal", diz Ordoñez.

Trator de brinquedo feito com pneus.
A dupla manteve a amizade, mas cada um foi para um lado: o ex-guerrilheiro acabou trabalhando como caminhoneiro de uma petrolífera, e o ex-militar em uma empresa privada de inteligência militar.

Trabalhando com o caminhão, Ordoñez se deu conta de que não havia um destino certo para os pneus usados --iam parar em canteiros, descartados sem qualquer cuidado com o meio ambiente e levam 600 anos para se decompor. E daí surgiu a ideia de reaproveitar o material, apesar das críticas de parentes e amigos, que achavam a aposta no negócio uma loucura.

A Remapaz foi criada pela dupla no fim de 2014, e já empregou ex-militantes das Farc, das AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia, paramilitar), vítimas que perderam familiares no conflito armado, pessoas que foram expulsas de suas terras por guerrilheiros ou paramilitares e até mesmo civis sem qualquer relação direta com o conflito, que durou 50 anos no país e agora encontra-se em processo de finalização após o acordo de paz firmado entre a guerrilha e o governo.

"Esta é uma grande experiência porque temos todos os lados do conflito em um mesmo lugar. Damos oportunidades a eles de trocarem conhecimento e criarem laços de amizade e principalmente de reconciliação", diz o ex-militar.

Hoje a empresa, que foi criada com o apoio da agência governamental de reintegração e instalada na cidade colombiana de Acacías, tem quatro funcionários: um desmobilizado da guerrilha, uma desmobilizada, uma deslocada pelo conflito e um civil. Todos os dias, todos conversam pelo menos por cinco minutos antes de começarem a trabalhar --nunca sobre o passado, sempre sobre o presente e o futuro, contam o ex-guerrilheiro e o ex-militar, que conduzem as conversas.

Trabalho artesanal e criativo faz mágica com pneus usados.
A equipe já foi maior, mas precisou ser reduzida neste ano com a queda das vendas, provocada pela crise econômica. Eles produzem mesas e cadeiras para jardins, objetos decorativos e até mesmo brinquedos com os pneus. E depois que uma TV local fez uma reportagem sobre a parceria da dupla, as vendas aumentaram.

Os sócios garantem que nunca tiveram problemas com nenhum cliente. "Não tivemos nenhum tipo de rechaço ou preconceito porque somos desmobilizados e um ex-militar. Todos nos dão as mãos, nos parabenizam pelo que estamos fazendo pela paz e pelo meio ambiente", diz Ordoñez.q
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Sólo se trata de respirar

domingo, 9 de abril de 2017


Aprende a controlar tus emociones


A veces 
todo lo que necesitamos 
es detenernos, 
respirar profundo 
y hacer silencio. 
Y, poco a poco, 
todo se reordena.





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La diferencia luminosa de las minorías

quarta-feira, 5 de abril de 2017


“Aún cuando se encuentre en minoría, 
la verdad seguirá siendo la verdad
-Mahatma Gandhi-
* Por Cristina Roda Rivera

Ser raro o pertenecer a una minoría, puede resultar de lo más saludable. En una sociedad en la que formar parte de la masa no permite que el ser humano avance racional, emocional y culturalmente, ser parte de una minoría no es un síntoma de fracaso social. Muy al contrario, ser parte de una minoría te hace parte de la sociedad como individuo de una manera autónoma y relevante, algo que la gente que integra “la gran manada” no puede siquiera plantearse.

Cuando seguir las reglas es perpetuar la injusticia, mantener las tradiciones es cultivar lo obsoleto y socializar es topar frontalmente con un sentimiento de vacío, frenar la marcha y cambiar de dirección no es una locura. Es más, podríamos decir que es un signo de lucidez mental y en algunos casos de coherencia entre acciones y pensamientos.

Formar parte de una minoría no es apartarse de la vida de los demás, del mundo. Pertenecer a una minoría y ser selectivo con las personas con las que te relacionas es tomar fuerza, perspectiva y determinación, con el objetivo de promover cambios positivos en la sociedad en la que vives.

Brujas, locos, marginados
Moscovici, Lage y Naffechoux (1969) realizaron un experimento que demostró que bajo determinadas condiciones es posible que una minoría influya sobre el criterio de la mayoría y eso se puede dar gracias a dos factores principales: la consistencia a través del tiempo de sus opiniones y por la unión del grupo alrededor de sus planteamientos.

La tarea consistía en determinar el color y la intensidad luminosa de una serie de diapositivas que en realidad eran todas azules. En la condición de minoría consistente, los cómplices del investigador respondían “verde” en todas las ocasiones, lo cual les hacía ser totalmente consistentes en su opinión. En la condición de “no consistencia” respondían “verde” solo en 24 ocasiones. En la condición de control los sujetos eran todos ingenuos.

Cuando el comportamiento de la minoría es consistente, los sujetos de la mayoría contestaron “verde” un 8,42% de las veces y un 32% mencionó en alguna ocasión el color verde. Esto demuestra que la influencia de la minoría en la mayoría es clara cuando se percibe consistencia y seguridad en su postura.

Lo que hoy disfrutamos como un derecho o como un adelanto científico fue promovido por personas a las que llamaron brujas, locos, desestabilizadores del orden social o marginados. Las minorías normalmente son el origen de la savia nueva de la que nacen los grandes cambios y que regenera, que se adelanta a sanar un ciclo social que va apuntando síntomas de ocaso.

Desde el campo de la ciencia, el arte o del activismo por una verdadera conciencia social, los “raritos” de este mundo intentan que despertemos y que reflexionemos antes de descartar sus ideas e ignorarlas. Al mismo tiempo, nos hacen mirar alrededor con ilusión, nos hacen creer en la utopía y nos recuerdan que nuestro poder va más allá que el de seguir la inercia que marca el consenso.

Las minorías transforman
La diferencia entre una minoría inquisidora y una minoría transformadora es la motivación que persiguen con el cambio. La primera busca el poder sobre los que considera “los otros” y la segunda busca el poder de transformar la sociedad para que los “suyos” y los “otros” vivan de una mejor forma su vida.

La minoría inquisidora busca imponer sin que tenga lugar un verdadero debate científico y social, busca subyugar al resto por medio de la imposición y nunca de la reflexión. Las minorías transformadoras nunca ganan el pulso de poder porque nunca quieren entrar a formar parte de él. Nadie los erige como héroes, pero la sociedad los necesita.


Así, es importante saber que si te llaman extraño o raro, puede que eso esconda la llave para solucionar la ignorancia que los demás demuestran. Antes de culparte y deprimirte porque el resto no te entiende, tienes que hacer una gran labor de introspección contigo mismo y entender que defender tu forma de vida es tu forma de estar en el mundo y de inspirar a otros.

Antes de sentirte mal por pertenecer a una minoría, pregúntate que sería de ti por pasar a ser lo contrario. A veces la aceptación del resto, supone el fin de nosotros mismos.q

*Cristina Roda Rivera es psicóloga, especialista Máster en psicología clínica y social.
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Os passos que nos levam à transição

sábado, 26 de novembro de 2016


Reykjavik, a capital da Islândia é a cidade grande mais sustentável do mundo. 
O Movimento Cidades em Transição, que busca retirar o petróleo da vida urbana e promover economias municipais, acredita que não existe um modelo único de transição, nem que tenha encontrado todas as respostas para resolver o problema da escassez do petróleo e do aquecimento global.

As iniciativas de transição são um exemplo do princípio de se pensar globalmente e agir localmente. Através do fortalecimento da comunidade e do redesenho de espaços, ações, interações e relações, essas iniciativas criam um processo promissor que engaja pessoas, comunidades e  instituições para, juntas, pensarem e implementarem as ações necessárias  – de curto, médio e longo prazo – para fazer frente aos desafios atuais como: as mudanças climáticas, o pico do petróleo, a crise econômica, entre outros.
A idéia é que cada sociedade use a criatividade para fazer a mudança.Para as grandes cidades, a alternativa de fazer a transição pelos bairros, reforçando o comércio regional, tem bons resultados. Por exemplo, Bristol, no sudoeste da Inglaterra apostou nessa perspectiva. Com mais de 400 mil habitantes, a cidade foi "dividida" em 12 partes. Cada uma delas está procurando achar sua própria solução.
Rob Hopkins, iniciador e teórico do movimento, acredita que cada experiência vai servir de inspiração para novas ações e iniciativas.
Não existe um calendário coletivo para a conclusão dessa transição entre a economia do petróleo global e a economia sustentável local. Cada cidade tem o seu. Totnes, no Sul da Inglaterra, considerada o berço do movimento, espera concluir sua jornada em 2030. Na linha do tempo traçada pelo movimento, quando a tarefa for concluída muito dos hábitos e costumes da cidade terão sido modificados. As pessoas deverão consumir produtos locais e a dieta será baseada muito mais em vegetais do que na carne.
Também as escolas passarão a preparar as crianças para as reais demandas da época: cozinhar, construir casas a partir de materiais naturais como adobe e barro e a fazer jardinagem. Os conceitos de sustentabilidade e resiliência, que é a capacidade que um sistema possui de resistir a choques externos, passarão definitivamente a fazer parte do currículo. O transporte público ganha espaço e andar de carro será sinônimo de comportamento anti-social.
Para orientar cidades interessadas em aderir ao movimento, Rob Hopkins, organizou Os 12 passos para a transição. Eles estão no seu livro The Transition Hand Book (Livro de Bolso da Transição, em uma tradução livre). Os 12 passos são:

1. ... Formar grupos na sociedade para discutir possíveis ações para diminuir o consumo de energia na sociedade. Temas como importação de alimentos, energia, educação, moeda local, urbanismo e transporte. É importante que o sucesso coletivo seja colocado acima dos interesses pessoais. Deve haver um representante para cada grupo.

2. ... Identificar possíveis alianças e construir networks. Preparar a sociedade em geral para falar das conseqüências do fim da era do petróleo barato e sobre aquecimento global. Palestras com especialistas e mostras de filmes como The End of Suburbia, Crude Awakening, Power of Community têm sido muito eficientes. Esses filmes se encontram para download no website www.transitiontowns.org.

3. ... Incorporar idéias de outras organizações e iniciativas já existentes.

4. ... Organizar o lançamento do movimento. Isso pode ocorrer entre seis meses e um ano após o passo número um.

5. ... Formar subgrupos que vão olhar para suas regiões específicas e imaginar como a sociedade pode se tornar resiliente, ou seja, ser auto-suficiente e capaz de suportar choques externos, como a falta do petróleo.

6. ... Fazer eventos em espaços abertos. É importante que a sociedade perceba o movimento e queira fazer parte dele.

7. ... Realizar atividades que requerem ação. Em Totnes, por exemplo, foi decidido que as árvores frutíferas poderiam trazer benefícios para a cidade. Houve um mutirão para fazer o plantio de mudas de castanheiras.

8. ... Recuperar a hábitos perdidos como fazer concertos públicos, cozinhar, fazer jardinagem, cultivar hortas e andar de bicicleta.

9. ... Construir bom relacionamento com governo local.

10. ... Escutar os mais velhos. As pessoas que viveram entre 1930 e 1960, época em que o petróleo ainda não era tão importante, podem ter muito a ensinar.

11. ... Não manipular o processo de transição para essa ou aquela tendência. O papel do movimento não é levar todas as respostas, mas deixar que a população encontre meios para a transição. O movimento deve ser um grande catalisador de idéias.

12.... Criar um plano de ação para reduzir o consumo de energia da cidade. Cada grupo mostra o que foi decidido para cada área antes de colocá-las em prática.q
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Slow, outros sabores da comida

sábado, 12 de novembro de 2016



Carlo Petrini, o fundador do movimento internacional chamado Slow Food, sustenta que buscar uma alimentação prazerosa e em equilíbrio com a natureza é uma atitude política”. O problema –acrescenta- é que "a velha tradição militante ainda despreza a complexidade e beleza do ato de comer". No texto seguinte, você achará instigantes definições que Petrini deixou num artigo escrito por ele e publicado no Le Monde Diplomatique. Confira.


A gastronomia pertence ao domínio das ciências, da política e da cultura. Contrariamente ao que se acredita, ela pode constituir uma ferramenta política de afirmação das identidades culturais e um projeto virtuoso de confronto com a globalização em curso. Porque não há nada de mau em apreciar os prazeres da boca, base fundamental do saber gastronômico e elemento essencial da qualidade de vida. O movimento Slow Food  foi criado "pela defesa e pelo o direito ao prazer de alimentar-se".

O primeiro teórico deste tema, Jean-Antelme Brillat-Savarin (1755-1826), esclareceu que a gastronomia é o "conhecimento racional de tudo o que é relativo ao homem enquanto ser que se nutre". A partir desta simples definição, com um pequeno esforço intelectual, podemos compreender que a gastronomia reposiciona a nutrição no centro de interesse de todos e de tudo (magreza, obesidade, sono, juventude, envelhecimento, morte, etc).

Interessar-se por "tudo aquilo que é relativo ao homem enquanto ser que se nutre" exige conhecimentos nos domínios da antropologia, da sociologia, da economia, a química, a agricultura, a ecologia, a medicina, os saberes tradicionais e as tecnologias modernas. Tal corpus científico amplia enormemente o papel reservado aos gastrônomos. Ao mesmo tempo, aumenta o círculo de pessoas que deveriam estudá-lo para melhor governar, melhor confrontar os problemas atuais ou, ainda mais simplesmente, melhor compreender nosso mundo. Como defende Wendell Berry, o poeta-camponês do Kentucky, "comer é um ato agrícola".

Não é à toa que, segundo o relatório das Nações Unidas, Millenium Ecosystem Assestement, a maioria dos problemas ambientais são conseqüência dos métodos aberrantes de produção de alimentos. Infelizmente, a maioria das técnicas utilizadas não são sustentáveis. O desperdício é enorme, devido aos métodos intensivos e produtivistas, que consomem mais recursos do que produzem. Em alguns países desenvolvidos, os agricultores e operários das fábricas de alimentos representam apenas 2% da população ativa. Tudo foi industrializado. Fabrica-se em série uma alimentação sem sabor, padronizada, anti-ecológica e freqüentemente perigosa para a saúde pública (vários escândalos o provam, entre os quais o da “vaca louca”).

O futuro estará garantido apenas para homens e mulheres que produzam a comida por meio de técnicas compatíveis com os ritmos do planeta, revalorizando as técnicas antigas, respeitando a biodiversidade e as tradições gastronômicas estritamente ligadas à cultura e à economia de cada lugar do mundo.

A ciência gastronômica – com seu conhecimento, seu respeito pela qualidade de vida e as diferenças culturais – deveria voltar-se a domínios compatíveis com as novas exigências ecológicas. Colocar a ciência do prazer alimentar ao serviço de uma natureza preservada conduzirá o homem à produção da melhor alimentação possível. É uma aspiração tão legítima quanto natural. Mas não é levada em conta.

Criamos uma produção que não pesquisa mais o bom produto, mas o mais comercializável. As características organolépticas dos alimentos foram degradadas, a variedade e a biodiversidade foram reduzidas. Emporcalhamos tudo, matando o solo, poluindo o ar, recorrendo demais aos transportes poluentes. Em lugar de acabar com o drama da fome no mundo, instalamos um sistema global desrespeitoso do trabalho de milhares de pessoas e socialmente criminoso. Restabelecer os critérios de uma agricultura camponesa, a mais local possível, sazonal, natural, tradicional, constitui o começo de uma solução.

Os seres humanos certamente devem nutrir-se, mas não às custas do equilíbrio do planeta. O gastrônomo e o consumidor não podem mais ignorar o seguinte (mesmo que pareça engraçado): a escolha do que comemos orienta o mundo. O movimento Slow Food  baseou suas convicções na filosofia e abriu caminho para a construção de uma nova gastronomia.

O Slow Food propôs um programa de reeducação alimentar do gosto, com novos métodos, adaptados a todas as idades, na escola e no lazer. Esta nova concepção da gastronomia não é apenas uma idéia. Tornou-se um movimento social, que se associa ao protesto universal contra todas as formas de uniformização induzidas pela globalização e participa de todas as "reivindicações verdes" em prol de um meio-ambiente e uma ecologia preservados. Produtores, camponeses, artesãos e pescadores organizados em comunidades de alimentação que partilham dessas idéias estão trabalhando juntos e trocam conhecimentos por um futuro melhor.

Por trás de cada alimento tradicional, saboroso e ecologicamente sustentável, há séculos de saber, de inteligência e de criatividade. Por que correr o risco de apagar tudo isso em nome do produtivismo? Por que não multiplicar as comunidades de alimentação que saõ grupos de indivíduos que trabalham em conjunto para produzir comida boa, ecologicamente limpa e respeitosa da justiça social.

Sem "militantismo" ou apoio sindical ou partidário. Os trabalhadores, portadores de uma experiência de lutas quotidianas, cooperam para sobreviver, saõ os "intelectuais da terra" que dão um senso novo à produção de comida. Sua reivindicação é extremamente política uma vez que ela remete ao mesmo tempo à dignidade, ao direito à soberania alimentar, e à liberdade de fazer seu próprio trabalho.

Uma vasta rede de produtores, pesquisadores, comerciantes, chefs de cozinha, camponeses e consumidores deram à luz um grupo transversal formado por "gastrônomos de um novo tipo", vindos de grandes e pequenas comunidades de alimentação, que se situam à margem das organizações políticas tradicionais. Trata-se de uma democracia dos humildes, afirmando-se pela maneira pela qual se alimentam, e que também pensam que um novo desenvolvimento é possível.

Longe de continuar sendo uma prática elitista, a gastronomia pode tornar-se uma ciência mais democrática. Por que a possibilidade de nutrir-se com produtos de qualidade, o prazer de saborear uma boa comida e a defesa da soberania alimentar devem ser direitos de todos.
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Reciclar para sobrevivir

sábado, 29 de outubro de 2016



¿Sabías que el 94% de las piezas de los televisores, computadoras y teléfonos celulares en desuso puede ser reutilizado? Y sin embargo, poco se hace aún al respecto. Por ejemplo, en Estados Unidos cada año más de 100 millones de esos aparatos llegan al término de su vida útil y apenas se recicla un 25% de ese total. El resto se transforma en una amenaza directa de convertirse en basura electrónica y contaminar a comunidades y ecosistemas, mientras se vuelve a fabricar productos para reemplazar a los descartados y así alimentar un círculo nefasto.

Pues bien, para revelar la existencia de estas flagrantes contradicciones va aumentando por el mundo el  número de recicladores, levantando una bandera roja para plantar un alerta en la conciencia de la humanidad. Porque la cultura del reciclaje viene a poner el dedo en la llaga principal del sistema capitalista cuya avidez irracional se está devorando el planeta. Entre otras medidas que urgen ser adoptadas, se hace imperioso reciclar como un modo de frenar la producción absurda e ilimitada de bienes, la mayoría de ellos innecesarios.

Si para muestra basta un botón, vaya éste proporcionado por la United Nations University (UNU) de Tokyo que publicó un libro sobre el impacto medioambiental provocado por las computadoras personales. Según el estudio, el proceso de fabricación de una PC y un monitor CRT de 17" requiere:
  • 240 kg de combustibles fósiles;
  • 22 kg de productos químicos;
  • 1,5 tonelada de agua.
Cantidades semejantes consume la producción de un televisor.

Mientras tanto, en México se calcula que más de 7 millones de televisores en desuso generan anualmente 160 mil toneladas de desechos electrónicos. En el mismo período, Brasil produce unas 100 mil toneladas de basura electrónica devenida de computadores y más de 2 mil toneladas de celulares despreciados.

Cómo reciclar en casa

Reaprovechar esos productos que contienen casi el 100% de piezas reutilizables es una de las vías para deslantar el crecimiento ilimitado en un planeta con recursos limitados. Otros ejemplos:
  • Si se recicla el vidrio se ahorra un 90% de energía y por cada tonelada reciclada se ahorran 1,2 toneladas de materias primas.
  • Recuperar 2 toneladas de plástico equivale a ahorrar 1 tonelada de petróleo.
  • El rescate de cada tonelada de aluminio tirada permitirá evitar la extracción de 4 toneladas de bauxita (que es el mineral del que se obtiene).
El reciclaje también puede evitar que desperdicios electrónicos atenten contra la salud de plantas, animales y personas; que se cancele el entierro de la basura evitando la contaminación del suelo y de las capas de agua del subsuelo; que se reaprovechen los residuos orgánicos; que se reduzcan costos en la recogida y eliminación de las basuras.

Esas ventajas de la comunidad pueden tener su reflejo correspondiente en nuestra casa, que es donde debe comenzar el ejercicio clave de todo reciclaje. En cada hogar, prácticamente todo puede ser reciclado, desde la ropa hasta la comida. ¿Qué se necesita? En primer lugar, abandonar el vicio consumista que, cada vez que precisamos algo -o que creemos que lo precisamos- nos lleva automáticamente a salir de casa y comprar. Pensemos en la posibilidad de comprar cada vez menos. Para gastar menos de nuestro bolsillo y para sacarle menos a la Pachamama. En segundo lugar, se neezcesita de un poco de creatividad, algo que todos tenemos y podemos utilizarla gratis.

Si precisas información mas detallada, abajo encontrarás unos links interesantes para ayudarte a comprender y realizar tu tarea de reciclaje. Si te sumas a esta faena también tú te estarás reciclando, iniciando un nuevo ciclo como persona y aportando a la inauguración de un nuevo ciclo en el mundo. Y hoy puede ser un buen día para empezar. No te parece?q

                       ... Reduce, Reutiliza, Repara, Renueva, Recicla!!!
Cómo reciclar en casa


Ahh... y, por favor, planta un árbol.  Donde sea, donde puedas, planta un árbol, sí?


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20 conselhos do Dalai Lama

quarta-feira, 26 de outubro de 2016



1. Grandes amores e grandes conquistas comportam grandes riscos.

2. Se por um acaso perderes, tire proveito daquilo que aprendeu com a derrota.

3. Lembre-se dos três “R”: Respeite a si mesmo, Respeite os outros e Responsabilize-se pelas suas ações.

4. Lembre-se que às vezes, não conseguir o que queremos pode ser um maravilhoso golpe de sorte.

5. Aprenda sobre as regras e saiba usá-las no momento certo.

6. Não deixe que uma pequena discussão afetar um grande relacionamento.

7. Quando descobrir que cometeu algum erro, tente corrigi-lo o mais breve possível.

8. Se dê sempre um tempo para ficar  sozinho; sinta-se bem com a sua companhia.

9. Aceite as mudanças da vida mas nunca abandone os seus valores.

10. Lembre-se de que às vezes o silêncio  é a melhor resposta.

11. Tente viver com plenitude e muita honra.

12. Viva o presente intensamente pois quando você ficar mais velho e se recordar do passado, poderá desfrutar as alegrias vividas novamente.

13. Viva num ambiente de amor  em seu lar. Isso é a base da vida.

14. Quando discutir com alguma pessoa querida, evite fazer referências de fatos do passado, se preocupe com a questão atual.

15. Divida o seu conhecimento com os outros, é uma forma de garantir a sua imortalidade.

16. Preserve a natureza.

17. Pelo menos uma vez por ano, visite algum lugar que nunca tenha ido antes.

18. Lembre-se que a melhor relação é aquela em que o amor mútuo é maior do que a necessidade mútua.

19. Julgue o seu êxito por aquilo que você teve que renunciar para conseguir atingi-lo.

20. Ame e trabalhe com absoluto empenho.
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