Brasil convoca a uma vida nova

sábado, 19 de junho de 2010

As graves conseqüências decorrentes dos incontroláveis e devastadores fenômenos climáticos que andam agitando nosso planeta são, esencialmente, um produto da luta do ser humano contra a natureza.


Esquecendo-se do espírito humano, de seus sentimentos, anseios e buscas num caminho de evolução, a atual civilização reduziu a visão da vida a um enfoque apenas materialista, e acabou criando uma cultura de acirrada competência entre as pessoas em disputa por coisas em vez de uma cultura de colaboração para desenvolver valores. O homem foi estimulado a acumular mais e mais capital – ou seja, dinheiro-, para ter mais poder na disputa contra os concorrentes. Assim desenvolveu teorías, ferramentas e tecnologia em ordem a ensaiar una prática de incessante produção.

Daí surgiram os objetos e serviços que, comercializados, produzem um lucro, um ganho que logo vira capital, dinheiro acumulado. Quer dizer, o cara arrasa com um milhão de árvores, converte eles em objetos, tira un ganho e bota ele num banco onde fica guardado. Com esse aval, logo consegue novos financiamentos para ampliar a produção e dispor de novas tecnologias para acelerar o proceso produtivo, passando agora a tirar 2 milhões de árvores. Pois é, se faz compreensível, a concorrência não dá mole, não. Tem que fazer mais e mais e mais.

Assim, somando as ações de todos os concorrentes, o circuito se faz simplesmente delirante, pois enquanto numa ponta a materia prima tirada da terra vai se reduzindo no lado oposto o dinheiro ou o capital vai se acumulando sem sentido evolutivo. Ele não é usado na resolução de nenhuma das necessidades básicas dos habitantes do planeta -de onde é exprimido o material- e sequer é aplicado nem um pouco na própria regeneração das energias retiradas. De um lado tudo é extermínio de uma energia natural e do outro tudo é acumulação boba dessa energia/matéria/real convertida em energia/dinheiro/símbolo/abstração.

Conclusão: sem modificar a ideia materialista de produtividade e desenvolvimento infinitos nada mudará no âmago do conflito. A economia dever ser pautada sob outros conceitos, novos, mais racionais, mais realistas.

Valorizando a energia femenina
Tony Weller, consultor global da State of the World Forum faz una bela síntese: O desenvolvimento econômico mundial foi pautado pelo extrativismo, um modelo muito masculino de exploração dos recursos naturais que retiram as riquezas e não dão nada em troca. Este modelo é o exato oposto do que a natureza faz”.

E acrescenta: A campanha propõe uma valorização da energia feminina do planeta, que é capaz de transformar recursos, gerando novos benefícios para todos”.

Ele se refere à Campanha Global de Liderança Climática Brasil 2020. É uma iniciativa mundial que vê nas mudanças climáticas oportunidades para o crescimento e desenvolvimento dos países. Seus objetivos principais são: colocar o Brasil à frente das discussões sobre as questões climáticas e estimular a redução das emissões de carbono por meio de uma mobilização internacional em 80% até o ano de 2020, e não 2050, como pretendem as grandes governanças mundiais.

Brasil 2020 é um projeto idealizado e impulsada pela State of the World Forum, ONG fundada em 1995 por Mikhail Gorbachev e Jim Garrison. Segundo Weller, o Brasil tem muito a ensinar ao planeta e reúne todas as condições para se tornar o local de renascimento do mundo com uma nova mentalidade ambiental,  convocando o mundo para uma nova forma de fazer as coisas, uma nova forma de viver".

Agenda e ações concretas
“Estamos propondo uma migração para um novo sistema de convivência. A campanha vai debater uma agenda positiva para gerar ações concretas, em vez de apenas apontar problemas”, afirma Emília Queiroga, diretora da State of the World Forum no Brasil.

O Brasil sediará durante 10 anos o Fórum Mundial de Liderança Climática. O primeiro foi dividido em duas etapas e a primera delas foi realizada entre 27 e 28 de maio de 2010, nas belas praias do municipio de Mata de São João, no estado da Bahia.

O mundo pode acabar mesmo no ano 2012, tal qual antecipam profecias várias e até prognósticos científicos. Também pode acontecer que o globo continúe a girar sem sofrer nenhum apocalipse. O que fazer, então? Na incerteza, o único certo é que a gente deve trabalhar duro para botar ordem na nossa casa. Um ordem que permita a sobrevivência das espécies e a continuidade da saga evolutiva de todos nós.

O Brasil parece ser uma nova Arca de Noé, levando em se seio as sementes de um novo mundo. Brasil 2020 fez uma agenda legal para a gente fazer essa caminhada jogando as sementes pela terra nova: 
  • 2010 – Economia Climática Global
  • 2011 – 2020 Brasil Edutainment Concerts – Carbon Festival (Mobilização e juventude)
  • 2012 – Evolução da Mídia e da Educação – Rede Global
  • 2013 – Ciência e Arte – Criação, inovação e os novos rumos da civilização
  • 2014 – Saúde: do planeta, das pessoas, do ambiente - emissão Zero
  • 2015 – Religiões do Mundo e a Renascença Global – incluindo líderes religiosos mundiais
  • 2016 – Estilo de Vida, Prosperidade e inclusão: o bem-estar de todas as espécies, incluindo o Planeta Terra como nº 1
  • 2017 – Sociedade Criativa - Soluções em redes
  • 2018 – Política Global e cooperação mundial – Brasil e ONU / Aware Conscious Politics Summit the Ancient Future of our Common Wealth
  • 2019 – As bases de um novo sistema de convivência
  • 2020 – A Jornada continua…

… outro mundo é necessario




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