Água é um novo direito humano

quinta-feira, 29 de julho de 2010


Depois de 15 anos de debates, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) decidiu declarar o acesso à água e ao saneamento básico como um direito humano essencial. A proposta foi apresentada pela Bolívia, cuja Constituição já outorga à água esse status.

"A água é um direito humano, e não um negócio privado", declarou o presidente da Bolívia, Evo Morales. "Uma vez que a comunidade internacional reconhece o serviço de água como um direito humano, ele deve ser administrado por prefeituras e governos, e não por empresas particulares", completou o mandatário boliviano.

122 países votaram a favor da proposta e nenhum contra. Houve 41 abstenções e 29 países se ausentaram da sessão. O vice-presidente da Bolívia, Alvaro García Linera, comentou que o povo boliviano "deve sentir-se orgulhoso pelo fato de o mundo ter aceitado a proposta" apresentada por La Paz.

De acordo com estimativas da ONU, 884 milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a fontes confiáveis de água potável e tem que beber qualquer tipo de água como os meninos sudaneses da foto de acima. Por outra parte, mais de 2,6 bilhões não dispõem de saneamento básico. Estudos também indicam que cerca de 1,5 milhão de crianças menores de cinco anos morrem todos os anos por conta de doenças relacionadas à potabilidade da água e à precariedade dos serviços de saneamento básico.

O planeta Terra tem 3/4 de sua superfície coberta de água, entretanto, só 1% de toda essa água está disponível para nosso consumo diário. 97% está como forma de mares e oceanos, 2% como geleiras e neve.

Desse 1%, encontramos boa parte em aquíferos e águas subterrâneas. Muito pouco disponível livremente em rios. E muitos desses completamente poluídos e sem uso para quaisquer finalidade.

Do total de água que consumimos:
  • 42% são consumidos na agricultura (por isso o combate ao uso de fertilizantes e agrotóxicos em geral deve ser tão combatido, afinal, volta para a terra e aquíferos, contaminando todo o solo).
  • 39% é usada para gerar eletricidade.
  • 11% usamos em nossas casas, trabalhos e hotéis.
  • 8% em atividades industriais.
Agora é de se esperar uma dura queda de braços entre aqueles governos que tentem garantir o acesso a água a todos os cidadãos e as empresas privadas que fazem hoje do fornecimento do vital líquido uma lucrativa fonte de renda. Uma briga dessas pode prefigurar um futuro e seríssimo conflito mundial pelo controle das reservas de água doce. Até lá, pelo menos no papel, a água será um direito de toda a gente desse planeta. Vamos, então, fazer nossa parte para levar isso ao plano da realidadeq
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Campeones del nuevo mundo

segunda-feira, 12 de julho de 2010



España levantó la Copa de Campeón y volvió a colocar en el lugar más alto del podio al espíritu del fútbol. En Sudáfrica, confirmó porqué es el seleccionado nacional más éxitoso y lúdico de los últimos años. Con la sapiencia del viejo Vicente Del Bosque como guía, los jugadores españoles reivindicaron en el campo de juego los verdaderos argumentos del juego más popular del planeta. Ocasionales embajadores deportivos de un país, asumieron la representación global del alma del fútbol, cuya razón de ser es contribuir a la propia evolución del ser humano, mostrando que en esta vida es posible alcanzar nuestros objetivos más osados, superando los obstáculos y adversarios haciendo lo más simple: echar mano a los talentos individuales que todos poseemos y combinarlos con las virtudes de los demás integrantes del grupo. Los españoles desdeñan la amarga ecuación en que el fin justifica los medios, y por eso desean y buscan ganar -como todos- pero privilegiando la estética, que funden alegremente con la ética. Por eso también se alzaron con el premio Fair Play al juego limpio. Abrazados a la esencia del fútbol, honraron siempre las reglas del juego, jugando como niños y respetando a los rivales como adultos, enfrentándolos como adversarios pero jamás como enemigos.

La Copa que levantaron las manos de los futbolistas españoles puede también ser alzada con absoluto derecho por las manos de Nelson Mandela, el otro gran campeón del torneo internacional. Cuando asumió como presidente de Sudáfrica y con el rugby como símbolo de unidad, Mandela logró quebrar las barreras raciales que había impuesto la política discriminatoria del apartheid. Principal impulsor y animador de la realización en su país de esta Copa del Mundo 2010, el gran líder negro consiguió rescatar a África toda y ponerla de cara al mundo, al tiempo que reforzó en su pueblo el espíritu de paz y de unidad en la diversidad que él siempre predicó y que la fiesta vivida por millones de sudafricanos proyectó al globo entero.

El amor de Mandela y el fútbol de España, campeones con aires de un mundo nuevo.
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