Como pájaros libros

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Será como una gran suelta de pájaros. Sólo que será de libros. Será El día B. Por aquí y por allá volarán libros bajo los cielos del continente americano, especialmente en México, Colombia, Perú, Chile, Bolivia, Paraguay y Argentina. Pero otros libros pueden ser soltados en cualquier lugar del mundo.

Así piensa festejarse lo que ha dado en llamarse El día de la Bibliodiversidad o El día B, que a partir de este año 2010 se celebrará anualmente todos los 21 de setiembre.

Tan simple como efectiva acción tiene origen en Estados Unidos, donde fue bautizada de Book Croshing. Tú dejas un libro en cualquier lugar (una plaza, un café, un cine...), alguien lo encuentra lo lee y lo vuelve a dejar. Así, de mano en mano, el libro va circulando. Ya se practica en más de 100 países.

En este caso, El día B es impulsado por la red hispanoamericana de la Alianza Internacional de Editores Independientes (AIEI), quienes te cuentan a ti como principal y decisivo protagonista para que escojas un libro de tu biblioteca y lo sueltes en cualquier lugar por donde pases el próximo martes 21 de setiembre. Es para que cualquiera lo tome y lo lea, pero que especialmente lo aproveche quien tiene limitado acceso a libros por causas financieras. De paso, quién sabe?, tú también podrás encontrartre con algún libro “soltado” que te interese.

Los organizadores señalan que si bien se trata de un día universal, se privilegia la posición del hemisferio Sur, ya que una de las preocupaciones de la bibliodiversidad es enfrentar el sentido actual de la circulación del libro y las ideas, que se dan de Norte a Sur, e impulsar otros recorridos. Por ejemplo, de Sur a Norte, y en el Sur de manera transversal, Sur-Sur. Al final, nosotros tenemos nuestras bonitas originalidades, no crees?

No esperes que nadie llegue hasta ti para organizarte. Este es una de esas iniciativas de participación democrática a las que debemos comenzar a acostumbrarnos. Organizarnos sin esperar que venga el gobierno, una gran empresa o un partido político. Esas instituciones están en decadencia. Y esto es cosa nuestra, de nuestro interés.

Como puntualiza uno de los organizadores, esta es una idea abierta, que si bien fue pensada entre un conjunto de editoriales independientes, el objetivo es que sea parte de todos los que amamos los libros en general: autores, lectores, editores, traductores, gestores culturales y todo el que desee sumarse y aportar, para que la Bibliodiversidad se difunda como concepto creado colectivamente, respetando la diversidad de ideas.

¿Qué te parece? Interesante, verdad? Pues elije un libro para soltarlo como quien suelta un pájaro. Será un acto de alto vuelo. Tal vez en unos años sea un evento de impacto mundial. Mientras tanto y como mínimo podrás compartir con un semejante esa lectura que tanto te ayudó para conocer el mundo y para conocerte a ti mismo. Vale?


Nas ruas do Brasil
No Brasil já tem um tempo que vêm sendo colocados em prática projetos similares. Mas um grupo de cariocas decidiu ampliar a corrente e criou o Livro de Rua. O texto seguinte, tirado do Estadão, conta como.

O movimento não só deixa livros em lugares públicos, como também instala as "bibliotecas da liberdade" em lugares carentes. "O Book Crossing é uma ótima ideia, mas os livros acabam só circulando em áreas mais nobres, onde as pessoas têm acesso a livrarias e bibliotecas. Acaba sendo um grande clube do livro", pondera Pedro Gerolimich, de 28 anos, um dos idealizadores do Livro de Rua. "Queremos democratizar o acesso à leitura."

Nas "bibliotecas da liberdade" não há burocracia. Qualquer pessoa pode levar quantos livros quiser. Não precisa mostrar documento de identidade nem fazer cadastro. Ninguém é obrigado a devolver os exemplares. O único compromisso é passar o livro adiante ou deixar em lugar público. O lema do projeto é a "libertação" dos livros. Em Duque de Caixas, foram libertados 500 livros. Em Anchieta e Pavuna, outros 700. Numa tarde de sol no calçadão de Copacabana, ao lado da estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, foram entregues outros mil livros. Todos tinham sido doados pelo site do Livro de Rua.

"O livro serve para que as pessoas possam ler e não para ficar em uma estante. Ele tem de circular. Já libertamos 5 mil livros em quase dois anos", diz Gerolimich. A maioria foi parar nas cinco bibliotecas montadas pelo grupo. Três na Baixada Fluminense, um bolsão de miséria no entorno do Rio, duas em Belo Horizonte. E já há planos para chegar também a São Paulo e Brasília. As bibliotecas são instaladas em lugares como lan houses e postos de saúde. "A gente leva o livro onde as pessoas estão por outro motivo. Mas, quando dão de cara com os livros, elas acabam pegando. Queremos que elas adquiram o hábito da leitura."

Filho de um professor de História e de uma advogada, formado em Geografia, acostumado a viver cercado de livros por todos os lados, Gerolimich gosta de repetir uma frase do poeta Mario Quintana para explicar seu entusiasmo com o projeto:
   
"Livros não mudam o mundo.
Quem muda o mundo são as pessoas.
Livros só mudam as pessoas."

Entre tanto, nesta terça 21 de setembro, você pode somar sua vontade no Brasil e fazer seu aporte, deixando um livro em algum cantinho. Com certeza alguem vai agradecer.  
 -----------------------------------------------------------------------
  
MAIS INFORMAÇÃO
  

0 COMENTÁRIOS :

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...