La especie que no se ama...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013



Amarnos como hermanos o vivir como imbéciles

“Nos hace falta amarnos como hermanos o prepararnos a vivir como imbéciles, decía Martin Luther King. Y estoy de acuerdo: Nuestro problema fundamental es que somos una especie que no se ama. Todas las crisis en las que estamos inmersos (ecológica, económica, política o cultural) vienen de nuestra relación de enfrentamiento con nosotros mismos y con los demás".

La contundente aseveración pertenece a Patrick Viveret, un parisino de 65 años licenciado en Filosofía, dedicado principalmente al activismo político ciudadano, para quien estamos viviendo un momento crucial que nos da la opción de elegir entre varios modos de desaparecer, desde la destrucción del ecosistema hasta las armas de destrucción masivas.

En el siguiente texto encontrarás una síntesis de sus definiciones -a veces brutales pero siempre optimistas- publicadas en una entrevista dada al diario La Vanguardia, de Barcelona, España:

Detrás de todo sistema de dominación lo que hay es miedo. Miedo de los dominados y de los dominantes.

En Wall Street sólo se conocen dos sentimientos: la euforia y el pánico, que equivalen a la psicosis maniacodepresiva. Del mismo modo que en un individuo hay un vínculo entre la desmesura y el malestar, eso existe también a nivel social.

Espinoza decía que hay dos sentimientos fundamentales en el ser humano: el miedo y la alegría. La energía de la alegría reduce el miedo. El desafío es crear redes que se ayuden entre ellas para resistir el miedo y espabilar la alegría de vivir, de ser conscientes de la felicidad que cada uno llevamos en nuestro interior y hacerla salir.

Hay tres necesidades fundamentales en todos los seres humanos por encima de la conquista y el poder: amor, felicidad y sentido.

Por eso la mejor fórmula para estar en el mundo es sobriedad y buen vivir. No es suficiente salir de los excesos, también hay que atacar la causa del mal vivir. Por fortuna cada vez hay más movimientos asociativos que lo promueven.

La condición humana es apasionante: esta posibilidad de vivir un breve momento de la historia del universo de forma consciente es algo absolutamente excepcional. Y como de todas formas nos vamos a morir la cuestión no es el miedo a la muerte, sino el despilfarro de vida.

Hay una economía mundial del mal vivir; un vínculo entre las necesidades vitales y el despilfarro de la insatisfacción. Según informes de la ONU, sólo los gastos de drogas y toxicomanía anuales son diez veces superiores a la suma que permitiría erradicar el hambre, el acceso al agua potable, a los cuidados básicos de salud y a una vivienda decente de todos los seres humanos. Por eso la cuestión del buen vivir es un gran desafío.

Amarnos como hermanos o vivir como imbéciles
Hay una sociedad civil mundial que se está haciendo cargo cada vez más de los intereses generales de la humanidad y que le dice a sus gobiernos: "Haced vuestro trabajo de servicio publico a la humanidad o marchaos".

Si miramos las cosas del lado positivo, vemos una gran creatividad en todo el mundo aplicada a cuestiones vitales, como la alimentación y el agua. Uno de los desafíos es vincular todas esas iniciativas desde la escala local hasta la mundial.
 



Hay que salir de sistemas que están gangrenados por la economía especulativa. La ciudadanía debe saber que de 4 billones de dólares sólo el 2% corresponde a bienes y servicios reales, el resto es puro casino.

Más allá de un sueldo medio, no hay correlación entre el nivel de ingresos y la felicidad. Los nuevos indicadores de riqueza se aplican y multiplican en varias regiones del mundo y son retomados por instituciones internacionales como la ONU. Uno de esos indicadores se da a través de las monedas sociales.

La moneda local permite tomar contacto con la economía real: favorece los intercambios y la creación de riqueza. Hay en el mundo unas 5.000 iniciativas de monedas sociales que funcionan al margen de los bancos, y el número va aumentando.

Y hay un tercer terreno que también está cambiando. Hay un incremento de búsqueda espiritual que obliga a las grandes religiones a moverse apartándose de su base tradicional.

En sintésis, podemos decir: sí, hay alternativas al despotismo político, al fundamentalismo religioso y a la captación de riqueza.q

| Vía La Vanguardia
_____________________________________________________________________
Que achou você desse post? Clique abaixo, no link COMENTÁRIOS e deixe sua palavra...


Poliamor, um impulso natural?

domingo, 24 de novembro de 2013



* Por Alú Rochya


Luz tem dois maridos. Seus maridos são, vamos dizer, tolerantes com as vivências amorosas que Luz ainda procura por fora do duplo matrimônio. Constantina disse não resistir desejar a mais de uma pessoa ao mesmo tempo e então curte varios namorados. Coisa parecida sucede com Leandro que ainda procura seu grande e único amor mas por enquanto mantém relacionamentos simultáneos e destapados com tres garotas. E por aí vão as experiências reais do chamado poliamor retratadas, tempo atrás, numa matéria bacana assinada pela Patricia Edgar no jornalão argentino Clarín e que eu rescatei do meu arquivo.

Mas o que é esse negócio do poliamor? Bem, o assunto, assim com esse nome, floreceu nos Estados Unidos, na década de 1980 e enseguida tornou-se um movimento social, o Polyamory, dito em inglés. Indo na contramão da clássica monogamia, os poliamorosos achavam que para as pessoas era mais natural, saudável e feliz amar a mais de um congénere ao mesmo tempo e ser amado e curtido também por mais de um. Porém a nova onda -e a polêmica inevitável- ficou restrita àquele país, Inglaterra e Alemanha. Muito fogo teve que arder por baixo dos lençois até acontecer a Primeira Conferência Internacional sobre Poliamor em Hamburgo, Alemanha, já em novembro de 2005 e colocar o assunto na agenda de um mundo com seus sistemas e morais dominantes em xeque.

Ora bem, nesse tempo todo, nos trópicos sul-americanos não houve movimentos sociais, ONGs ou coisa parecida. Publicamente a nova bossa quase que não veio à tona. Porém, caladinho, o pessoal já experimentava direito na sua própria pele. Não foi por acaso que Dona Flor e seus dois maridos fora um sucesso singular e até estranho. O romance de Jorge Amado foi um fenomeno que saiu das livrarias para o cinema derrubando recordes de bilheteria, se apoderou do horário nobre da televisão feito novela e estourando ibopes, para voltar às livrarias devorando uma edição após outra.

O que será, que será?
Os brasileiros celebravam aquele triângulo amoroso por alguma razão. Alguma coisa até então não dita, não explicitada socialmente havia existido até aí em estado latente no coração, na psique, na memória celular dos maridos e das donaflores de todo canto e recanto. O povo não perdia tempo em ensaios sociológicos, porém aplaudia –maroto, alegre, entusiasmado- a prática aberta da bigamia exhibida pela bela e sensual quituteira.

A maciça aprovação social que a poliamorosa Dona Flor obtinha para curtir dois maridos ao mesmo tempo e na mesma cama era o álibi que a manha brasileira achou para faturar a implícita autorização moral do eterno, famoso e sempre condenado corno. As mulheres, claro, adoravam o comportamento desregrado de Dona Flor e sonhavam com protagonizar uma estorinha dessas na vida real. Os homens consentiam na malícia, sabedores da lei da reciprocidade.


Depois da vanguardista Dona Flor a monogamia perdeu seu status de lei irretocável. O próprio filme levou isso tudo a outros países da América Latina, onde o sucesso tinha as mesmas raízes: a vontade de acabar com o papo moralista da monogamia e tornar a questão da fidelidade em isso mesmo, uma questão, uma interrogação, algo a ser interpelado, revisado.

É que o mundo muda. Mesmo que não pareça, muda. E o está fazendo rapidinho, viu? Enquanto uma maioria desastrada faz com que o globo se pareça com planeta dos símios, tem gente por aí prestando ouvidos a sua alma e às novidades que ela traz.

O karma continua estando aí, como uma energia antiga, caindo em desuso, ainda que continue disposto a fazer o velho serviço de nos guiar em nossa caminhada pela vida. No entanto, a gente evoluiu o necessário para adotar decisões independente do karma, em pleno goze da abençoada liberdade. O livre arbítrio está aí, a nossa inteira disposição. É só dizer adeus, karma, obrigado por tudo, valeu... e começar a caminhar com as próprias pernas. O mundo, a vida e o próprio ser humano são vastos territórios para serem atravessados em corajosas aventuras propiciadoras de maravilhosas descobertas. Amar e permitir ser amado de maneira múltipla e simultânea parece ser uma delas. Será?

Muito mais que sexo livre
Para os poliamorosos (gosto mais do termo poliamoroso do que poliamorista) a monogamia não é um princípio nem uma necessidade. Eles acatam o impulso natural do ser humano de se relacionar com várias pessoas ao mesmo tempo. Isso é assim porque o sexo não é tido como a base dos relacionamentos amorosos mas sim o companheirismo e a amizade. A idéia principal é admitir uma variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas.

O clássico romantismo do amor tipo Romeu e Julieta, onde uma pessoa pode completar outra e dois parceiros vão se transformar numa só pessoa, vai ficando velhinho. Sem idealização, você pode se relacionar com a pessoa do jeito que ela é, mesmo que ela não seja aquela coisa absoluta da completude. Dessa maneira os espaços antes restritos a uma pessoa só agora se ampliam dando lugar a outras pessoas que também podem ser amadas ao mesmo tempo.
       

Mas onde é que pode se achar o fio da meada? A psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora do livro A Cama na Varanda, brinda uma pista: “A partir de 1940 –aproximadamente-, o amor romántico se converteu em um fenómeno de massas; todos passaran a desejar esse amor que propoe a fusão dos amantes. Porém, depois chegou a pílula que separou o sexo da procreação e juntou o sexo com o prazer. Entretanto, nossa época se caracteriza pela busca da individualidade. Assim, a idéia da fusão deixa de ser atraente e fica pra trás a exigencia da exclusividade".

Uma pessoa poliamorosa não aceita a idéia de que o parceiro possa completá-la de todas as maneiras e nem mesmo que os dois vão se transformar numa só pessoa. Falando sério, ninguém tem a capacidade de complementar a outra pessoa em todos os aspectos e ainda menos suprir todas suas necessidades. Super-homem e Mulher Maravilha, só na fantasia.

Os praticantes do poliamor se liberaram da maluquice de andar pela vida procurando o par perfeito. Eles puderam deixar de lado esa obsessão ao experimentar uma visão mais realista das coisas que lhes permite reconhecer as limitações próprias e do outro. Isso permite uma maior compreensão dos defeitos e das diferenças dos parceiros. Essa prática ajuda a romper aquele medo da solidão, do abandono, da traição, típico das relações monogâmicas.

Chega de ciumentos
Para a Regina, o conceito de fidelidade é um valor imposto. Ela afirma que no principio a idéia de casal, de parcería, não existía. “Cada mulher pertencia a todos os homens por igual e cada homem, a todas as mulheres”. Ela pesquisou que, quando foi estabelecido o sistema patriarcal, uns cinco mil anos atrás, começou a exigir-se fidelidade da mulher, porque o homem tinha medo de deixar sua herança a um filho de outro. E com a chegada do cristianismo, a fidelidade foi ordenada para ambos gêneros. “E a partir de então, o sexo exercido só como prazer passou a ser considerado abominável”.


É por isso que para os poliamorosos, o qualificativo de traição é sinônimo de posse. Antes tinha a ver com a posse dos bens. Já sem bens, o interesse passou para a posse da pessoa mesma. O amor verdadeiro não requer possessividade e sim liberdade. O fato do parceiro vir a se sentir atraído ou até mesmo amar outra pessoa não significa que esteja deixando de amar seu primeiro companheiro e sim que encontrou em outra pessoa outra característica que lhe agrada e que o complementa.

Os ciumes são coisa corriqueira porque (mal) aprendimos que quem ama não sente interesse por mais ninguém, disse a Regina e acrescenta: “Os homens como as mulheres podem amar alguém, ter um sexo ótimo e mesmo assim desejar um relacionamento com outra pessoa. Variar é bom”. Ela acha que nenhum relacionamento fica questionado pela mera existência de outro relacionamento. Cada relação deve ser avaliada pela sua capacidade intrínseca de manter-se e se desenvolver, independente de tudo.

Poliamor responsável
Os poliamorosos argumentam que transparentando tudo você consegue que os seus parceiros sejam mais honestos entre si, sendo a fidelidade já não uma imposição social, moral ou religiosa mas um sinônimo de confiança mútua.

Não se trata de trocar uma obsessão por outra. Por tanto o poliamor também não é a busca obsessiva de novas relações mas sim o fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, naturalmente. E demanda total honestidade, porque o princípio é que todas as pessoas envolvidas deven estar à par da situação e se sentir confortáveis com ela, nem enganando nem magoando ninguém.

Assim, defendem a possibilidade de envolvimentos responsáveis, profundos e até mesmo duradouros com dois ou mais parceiros, simultaneamente.



Aceitando o princípio de que nada e perfeito, aceita-se que o poliamor tem suas vantagens e desvantagens. Com a alma liberada, permite uma importantíssima redução do estresse pois você não precisa andar mentindo, enrolando, ocultando para ter o outro em sua vida. Com um leque maior de alternativas a satisfação sexual também é maior. Aprendizado de tolerância, clareza dos sentimentos, paz de espírito afetivo e educação conjunta de filhos, são ganhos certos. E até pode-se fazer economia doméstica, já que a relação pode envolver mais de duas pessoas.

Do lado dos contras, deve se ter em conta que a casa fica maior, é necessário ter habilidade de negociação, aprender a lidar com o repúdio e incredulidade social e que nem sempre é fácil liquidar o ciúme e o sentimento de posse.

O mundo anda precisando é de muito amor, para abrigarnos. E as pessoas andam precisando de muita liberdade para poder se encontrar a si mesmas. O poliamor parece ser uma interesante contribução nos dois sentidos. Dona Flor já fez sua parte. Agora, é com a gente.q
_____________________________________________________________________
Que achou você desse post? Clique abaixo, no link COMENTÁRIOS e deixe sua palavra...
  
|| MAIS INFORMAÇÃO

El gran colapso de las ciudades

quarta-feira, 13 de novembro de 2013


Ola de urbanización mundial

Por Alú Rochya

América del Sur, es hoy el área del globo que encabeza el preocupante ranking de concentración urbana con el 82% de sus habitantes residiendo en las ciudades. Pero ser el primero en una insana estadística no quiere decir ser el único. La superpoblación de las grandes conglomerados urbanos es una tendencia dramática en todo el planeta. Y las consecuencias -aumento de la pobreza y desvastadores impactos ambientales-, adquieren niveles catastróficos. El abandono del campo y la migración hacia los grandes centros urbanos es un proceso que se acentuará en las próximas décadas, principalmente en los países pobres y en vías de desarrollo, en lo que los expertos han dado en llamar la segunda gran ola de urbanización mundial.

La primera ola tuvo lugar en las últimas décadas del siglo 20 y pobló las urbes de los países desarrollados. Hacia 1900, había sólo 16 ciudades de más de un millón de habitantes, el 90% de la población del planeta vivía en el campo y apenas el 10% lo hacía en ciudades. En menos de un siglo, la mitad de los seres humanos pasaron a apiñarse en aglomerados urbanos, y hoy se registran más de 400 ciudades con más de 1 millón de personas y las proyecciones para los próximos 20 ó 30 años hablan de unos 5.000 millones de urbanitas sobre una población total de 8.000 millones de almas.

Agujeros negros
Hacia 2030, las ciudades de los países en desarrollo albergarían al 80% de la población urbana de la Tierra. Y la mayoría de los gigantescos socios del club de las megalópolis (ciudades con más de 10 millones) serán del Tercer Mundo. Aunque existen lecturas encontradas acerca de las derivaciones prácticas y posibilidades futuras de tal fenómeno, en lo que griegos y troyanos coinciden es en lo único cierto y comprobable: los datos alarmantes que arroja la realidad.

Federico Mayor, ex jefe dela UNESCO (Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura) brinda una apretada síntesis: “La ciudad devora energía, agota las fuentes de agua, engulle alimentos y materiales y al mismo tiempo vomita desperdicios y se convierte en usina de contaminación. El medio ambiente que cerca la ciudad, al no conseguir proveerle los primeros ni absorber los segundos, termina por agotarse”.


Los mandatarios reunidos en la Cumbre de la Tierra, realizada en Rio de Janeiro en 1992, coincidieron en una advertencia crucial: la necesidad de promover cambios en los modos de producción y consumo a fin de que el desarrollo social y económico no resultare dañino para el medio ambiente. 18 años después, en la misma ciudad, el V Foro Urbano Mundial que se llevó a cabo en marzo del 2010 ensayó una cruel comprobación: las declaraciones bienintencionadas de los líderes mundiales no salieron del papel.



Ola de urbanización mundial

Como insaciables agujeros negros, hoy  las grandes metrópolis se tragan 3/4 de toda la energía del planeta y producen 3/4 de toda la polución, mientras los bolsones de pobreza crecen, se extienden y se consolidan, en tanto la inseguridad y el caos colocan en jaque a la gobernabilidad. No es esto, exactamente, lo que ocurre en tu ciudad?

Un modelo insustentable
El tema central a la hora de diagnosticar el estado de las grandes ciudades es hoy la crisis de sustentabilidad por la que atraviesan. El desarrollo tecnológico se ha hecho infinito, facilitando y banalizando un modo de producción en el que se desecha y se renueva con prisa y sin pausa. Esa onda estimula un mercado sin límites de consumo y una ciudad sin límites geográficos en su demanda de energía. Una obvia irracionalidad, confirmada por la búsqueda desesperada de recursos naturales en regiones vecinas, revelando que la propia ciudad no logra autoabastecer su demanda voraz.

El manejo incompetente, ineficaz e irresponsable de los desechos de tan alto consumo impactan de manera negativa en el medio ambiente, reduciendo los recursos, produciendo flujos permanentes de contaminación y afectando la biodiversidad. Así, la ciudad no puede lograr su propia sustentabilidad porque, de hecho, elude una premisa básica: asumirse y entenderse como organismo vivo que se inserta en un medio natural con el que interactúa, al que modifica y con quien debe establecer una lógica y elemental relación de equilibrio como única garantía de sobrevivencia.

Una de las principales desarmonías entre ciudad y naturaleza gira alrededor del agua. Se calcula que el ser humano precisa de mínima unos 20 litros de agua por día para uso diverso. En Mozambique se usa, en promedio, menos de 10 litros por día; en Europa, se consume entre 200 y 300 por persona; ya un estadounidense disfruta de 575. Pero si ese estadounidense vive en Phoenix, los números son otros.


Ola de urbanización mundial

La ciudad de Phoenix, en el estado de Arizona, está situada en un bioma desértico, con escasa agua natural. Las lluvias en la región no pasan de 20 centímetros al año mientras en las regiones tropicales llegan hasta 400. Atendiendo a esa relación ciudad-naturaleza, podría suponerse que los casi 2 millones de habitantes de Phoenix se encuentran ante un dilema: mudarse, buscando climas más benéficos o bien tener un consumo módico del vital líquido. Sin embargo, la ciudad de Phoenix está repleta de piscinas con las que se procura amenizar el aire seco del desierto y el volumen gastado por persona sobrepasa los 1.000 litros diarios de agua. Qué te parece?

El desatino no acaba ahí. Un agravante lo eleva a niveles de estupidez: Phoenix se abastece esencialmente de aqüíferos. Estos son sistemas naturales de aguas fósiles subterráneas que tienen um límite de stock pues, como en el caso del petróleo, son reservas no renovables. Así, el desbalance entre la capacidad de las fuentes de aprovisionamiento y el descomunal consumo hace de Phoenix un verdadero paradigma de la insustentabilidad.

La ciudad de México-DF puede competir con Phoenix en materia de absurdos. México se levantó en un valle de 5 grandes lagos. Si algo sobraba era agua. Pero el avasallador proceso de urbanización que acabó reuniendo a más de 20 millones de personas se devoró los recursos naturales, incluída el agua. Al secarse todas las fuentes convencionales, se debió recurrir a los aquíferos subterráneos. La perforación de 6.000 pozos hizo ceder a la superficie y la ciudad se hunde lentamente, torciendo líneas férreas, ondulando autopistas, agrietando edificios, mientras las reservas subterráneas también amenazan con llegar a su fin.

El arquitecto y urbanista Alfonso Iracheta, integrante del Consejo Consultivo de UN-Habitat (Programa de la ONU para Asentamientos Humanos) , resume, perplejo: "Hoy, 20 millones de habitantes tienen que abrir uma botella de plástico para beber agua. México es uma ciudad lacustre que corre el riesgo de morir de sed”.

Atrapados, sin salida
Cada día las metrópolis amanecen con serios inconvenientes para administrar temas como el agua, la energía, la basura, aguas servidas y cloacas, contaminación del aire y del suelo, tránsito, espacios verdes, vivienda, obras viales, seguridad, salud, etc. El tema recurrente es la falta de presupuesto. La multiplicación geométrica de los gastos de los gobiernos municipales y la inequidad en la recaudación impositiva arman una ecuación desalentadora pues no hay presupuesto que aguante.

Ola de urbanización mundial

La ciudad brasilera de São Paulo nos brinda con un ejemplo interesante. El municipio ha llegado a establecer, con precisión, un presupuesto para aplicarlo en cuatro sectores cruciales de infraestructura urbana: transporte, obras viales, habitación y saneamiento. El número final es de R$ 175.656.775.081. Aproximadamente unos 100 mil millones de dólares. Es un número realista, ya que surge de la suma del costo de planes existentes y de soluciones que ya se conocen. Y al mismo tiempo es una fantasía porque todo ese dinero es igual a 7 veces el presupuesto anual de la intendencia de São Paulo. Hay ideas, sugerencias para conseguir parte de ese dinero. Cómo obtener el total, nadie sabe.

Es intención que poco más de 30 mil millones de dólares se inviertan en ampliación, modernización e interligación de trenes, subtes y estaciones, más un trencito expreso para el Aeropuerto Internacional de Guarulhos. La primera etapa estaría dedicada a terminar, en el 2025, la red básica del tren subterráneo, totalizando 163 kilómetros de vías.

Basta realizar unos cálculos mínimos para detectar el grado de irracionalidad y fantasía de tales planes. En 16 años más ya habrá toda una nueva generación de seres humanos en las calles de São Paulo, y los subtes paulistanos calculados para resolver los problemas de transporte de hoy, por entonces carecerán de la estructura necesaria para satisfacer la nueva demanda. 

Si nos atenemos a los números del presupuesto, en principio, esa obra parece imposible de ser realizada. Pero más aún parece imposible de ser evitada, pues uno de los fundamentos es la necesidad desesperante de ampliar el transporte público porque simplemente no hay más espacio para nuevas avenidas ni autopistas que permitan soportar el tránsito de automóviles.

30 años atrás São Paulo tenía un parque automotor de 970.000 vehículos, que transitaban por casi 14 mil kilometros de vías pavimentadas en la ciudad. Hoy, el piso asfaltado es de unos 16 mil kilómetros y la flota automovilística ya superó los 7 millones de unidades, que producen congestionamientos que suelen estirarse por más de 280 kilómetros. Es decir, la ciudad está entre la espada y la pared.


El absurdo se presenta terco y con distinto ropaje. Según um estudio de la Secretaría de Estado de los Transportes Metropolitanos de São Paulo, la ciudad pierde por año unos 2 mil millones de dólares con congestionamientos. Hasta el 2025 restan 12 años. Una cuenta elemental (2 mil millones x 15 años = 30 mil millones) nos revela que lo que se pierde es igual a lo que se necesita para llevar adelante el plan de ampliación de líneas de trenes y subterráneos. El problema es que se ha llegado a un punto donde todo se enrieda y desatar los nudos se hace prácticamente imposible. Si se requiere un ejemplo del colapso, pues ahí está.

Los otros rubros ofrecen situaciones igualmente disparatadas. En materia de vivienda el plan registra el objetivo de urbanizar (agua, asfalto, luz, cloacas) 561.400 domicilios en favelas, loteamientos populares y conventillos. Nunca antes se trazó un plan con semejante número. El problema es que eso es menos de un cuarto de los 2,5 millones que necesitan urbanización. Sólo para atender ese cuarto del total se invertirá entre 12 y 16 años. Y el cálculo no incluye el déficit habitacional que hoy es de 620.000 viviendas y quien sabe a cuánto trepará ese número en 16 años más. Nada cierra.

En las actuales condiciones, con las políticas convencionales, no parece haber solución para las complejas problemáticas de las urbes. Apenas paliativos, aspirinas para tratar un cáncerq
____________________________________________________________________________
Que achou você desse post? Clique abaixo, no link COMENTÁRIOS e deixe sua palavra...

|| MAIS INFORMAÇÃO