O fim do mundo ainda vai chegar

sábado, 7 de junho de 2014


"Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar...
-Assis Valente-

* Por Alú Rochya

Ao final, a tão badalada data do 21 de dezembro do 2012, onde algum tipo de fim do mundo iria suceder, acabou passando sem pena nem glória. Aqueles que auguravam dias de absoluta escuridão, com o diabo correndo à solta encima de terremotos, tsunamis e outras desgraças funestas, fecharam o bico e não deram sinais de autocrítica. Tampouco os mais céticos -que vinham zombando dos presságios apocalípticos acreditados aos maias- fizeram barulho nenhum. Foi como se nada tivesse acontecido nesse dia, engolido logo pelos ilusórios presentes de Papai Noel. Porém, muito aconteceu. E ainda há muito a acontecer.

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar, sim, mas não foram os maias quem falaram isso. Mesmo que previram que graves catástrofes poderiam ocorrer, as profecias que os maias galácticos deixaram escritas centenas de anos atrás não falavam de um inevitável final do mundo mas em um final de ciclo. Eles projetavam um desenvolvimento de nosso mundo que chegaria a um ponto culminante em 21 de dezembro de 2012, momento em que uma conta larga (26.000 anos) do seu calendário finalizava (final dos tempos) para começar uma outra conta que iria a inaugurar um novo tempo de mais luz, de mais clareza e, por tanto, de ampliação da consciência da realidade na qual vivemos.

Se esse final/começo viria a ser mais ou menos pavoroso iria a depender, essencialmente, do papel dos seres humanos, do nível dos seus pensamentos, das capacidades mentais para criar melhores condições nessa transição. Agora é que começa um período conturbado, começa a se manifestar o início da transição daqueles tempos da escuridão -regido por um apego trágico ao materialismo- para uma nova civilização humana onde uma maior espiritualidade -basada no amor incondicional- gere um equilíbrio mais frutífero e feliz entre a densa matéria onde tudo se manifesta e o sutil espírito que a tudo lhe dá vida.      

Das 7 profecias maias é na segunda onde podemos achar os sinais mais precisos da natureza dos tempos atuais. O que apareceu ali,  nos antigos códices, reflete o que acontece hoje. Por uma parte estamos testemunhando que o planeta se estremece reciclando-se e adaptando-se às mudanças que estão acontecendo em nosso sistema solar. Por outra, em nossas sociedades, assistimos a inéditas expressões de conflitos, revoltas, guerras civis, destruição, loucura coletiva, esquecimento dos valores, atos aberrantes. Tudo parece piorar e parece que tudo vai acabar mesmo.

Os textos estampados nos papiros e gravados nas pedras das pirâmides maias guardaram duas mensagens: uma de alerta e outra de esperança. O alerta profetiza o que está programado para acontecer nos dias que estamos vivendo. A esperança mira a inteligência dos homens e as mudanças que devemos propiciar em cada um de nós mesmos para fazer com que a humanidade acompanhe, em plena consciência, o final de um longo ciclo e o começo de uma nova era que pode resultar um tempo melhor e mais luminoso, mais limpo, mais amoroso.


Dançando com o rei Sol
Os maias galácticos -anteriores aos maias clássicos- eram surfistas cósmicos e já chegaram à Terra com conhecimentos precisos do comportamento de nossa galáxia. Vivemos em meio de um monumental campo magnético que permite que todo o sistema solar funcione de modo harmônico e que a gente navegue pela imensidão pisando na coberta da nave Terra. E na medida que se produzem modificações nas posições dos astros, as energias dos planetas e do próprio Sol se movimentam em diversas frequências e magnitudes, influenciando-se mutuamente.

Nesse sentido, era sinalizado que, chegando a dezembro de 2012, o posicionamento dos astros faria com que a energia emanada pelo centro de nossa galáxia, a Via Láctea, aumentasse a energia da estrela Alcíone, que é o sol central da constelação das Plêiades. Por sua vez, Alcíone enviaria mais energia a nosso Sol –que gira em torno dessa estrela- acelerando a vibração deste e dos planetas e satélites de seu sistema.



As violentas mudanças físicas do Sol e da Terra produzem mudanças nos seres humanos e demais seres vivos. Com o nosso corpo envolvido por um campo magnético similar àquele que envolve ao planeta, nós interatuamos com esses movimentos e essas vibrações nos modificam no físico, no químico, no psicológico, no espiritual. Quer dizer: dançamos ao ritmo do Sol.


Claro, tantas mudanças tem uma derivação lógica: nossa forma de sentir e de pensar acaba por se alterar. Assim, os relacionamentos e os modos de comunicação se transformam. Nesse caminho, os maias asseguravam que todo nosso sistema de crenças e valores entraria em colapso. E a crise colocaria em jaque os sistemas econômicos, sociais, de ordem e justiça.  ¿Não é, acaso, o que está acontecendo, mais ou menos, em toda parte do mundo?


Entre o céu e o inferno
A civilização que tem construído o homem chega ao fim, simplesmente, porque chega também ao fim um ciclo astral. Em seu giro permanente ao redor de Alcíone, o sistema solar inicia uma nova volta galáctica, na que irá a receber muita mais luz para produzir uma outra energia, uma outra vibração, mais sutil, mais elevada.

O ser humano poderia ter chegado melhor a este momento da viagem estelar, mais preparado para esse grande salto energético, se houvesse desenvolvido uma civilização mais equilibrada, mais justa, mais pacífica. O passo à nova fase poderia ter sido mais harmônico, com menos sofrimento. No entanto, também poderia haver acabado no apocalipse total. E, como pode se enxergar, parece que não haverá nem uma coisa nem a outra. Nem harmonia nem apocalipse.


Porém, tratando-se de mudanças, tudo será turbulento e todas as opções estarão disponíveis praticamente sem censura e os valores morais serão mais laxos que nunca antes, permitindo assim que cada um se manifeste livremente, tal como verdadeiramente é.


Isto implica que o céu e o inferno estarão se manifestando ao mesmo tempo e que cada ser humano viverá em um ou em outro, dependendo de seu próprio comportamento. No céu, com a sabedoria para transcender voluntariamente tudo o que de bom ou nefasto venha a acontecer. No inferno, com a ignorância para aprender com o sofrimento. A lei de causa e efeito estará em absoluto vigor.




Céu e inferno. Duas forças inseparáveis. Uma compreende que o universo todo evolui procurando a perfeição. Tudo muda e o goze maior é viver essa experiência de coração e mente abertas, entregue à aventura cósmica. A outra força está enredada num plano material que só alimenta o ego, o egoísmo, a obsessão pela imagem, pela aparência, o desespero por ter coisas e por prender-se à matéria, desdenhando o ensinamento de um grande filósofo alemão:  tudo que é sólido se desmancha no ar.

Durante este período de transição, aqueles deuses, anjos, orixás, santos que eram nossa guia e proteção vão se retirando, soltam nossa mão. Acontece que a gente está chegando à maioridade. Já está na hora de nos fazermos cargo de nós mesmos, de caminhar com nossas próprias pernas. Isso significa que deveremos ampliar nossa consciência e trabalhar mais para nos conhecer melhor.

Mas ao mesmo tempo significa maior liberdade. Já não temos proteção nem guia mas temos ganho autonomia, independência para compreender a vida e decidir o quê fazer com ela. Não temos mais que seguir duvidosos lideres nem falsos profetas. Basta com ouvir atentamente o nosso coração, o nosso Deus interior. Agora é o livre-arbítrio funcionando a full.


Esse é o signo desta época. Cada qual decidirá, a cada momento, o quê fazer, como fazé-lo, qual caminho pegar. Os maias diziam que nessa hora certos homens iriam perder facilmente o controle de suas emoções, em tanto outros afirmariam sua paz interior e sua tolerância evitando os conflitos.


Luzes e sombras
Cada dia o jornal nos traz inquietantes notícias. Sacerdotes católicos estuprando a  crianças indefesas; pastores evangélicos incitando a persecução de adeptos do candomblé e de maometanos; clérigos muçulmanos conclamando o assassinato daqueles que profanarem o Alcorão; filhos que degolam a suas mães; mães que enterram a seus bebês vivos em lixões; pães abusando e engravidando a suas próprias filhas; púberes sicários matando e morrendo por um punhado de dólares; homens-bomba despedaçando inocentes; militares torturando prisioneiros de guerra; abomináveis crimes passionais; prostituição infantil... e por aí vai.

Não deixemos de nos espantar perante as ignomínias e os atos execráveis. Repugnemos todo isso.  No entanto, saibamos compreender o que está havendo. Antes  do amanhecer é quando a noite se faz mais escura. O fim dos tempos ruins, materialistas, consumistas, injustos chegou para deixar a todo mundo nu, para transparentar a realidade, para acabar de vez com toda ilusão.


Diziam os maias que nessa transição a humanidade se concentrará em seu lado negativo e assim poderá ver claramente o que está fazendo de errado. Este é o primeiro passo para mudar a atitude e conquistar a unidade que permitirá a aparição da consciência coletiva, da noosfera.

Também se multiplicarão os acontecimentos que nos separam. A agressão, o ódio, as famílias em dissolução, os enfrentamentos por ideologias, religião, modelos de moralidade ou nacionalismo. Porém, simultaneamente mais pessoas acharão a paz, aprenderão a controlar suas emoções, serão mais tolerantes e compreensivas, estimulando assim circunstâncias de solidariedade e de respeito com os demais, de unidade com o planeta e com o cosmos.


Surgirão homens com um altíssimo nível de energia interna, pessoas com sensibilidade e poderes intuitivos para a sanação. Contudo, infelizmente, também aparecerão fraudadores procurando apenas obter ganhos econômicos explorando o desespero alheio.


Construir outra realidade
E no final do ciclo cada homem será seu próprio juiz. Quando o homem entre no salão dos espelhos para examinar tudo o que fez na sua vida, será classificado pelas qualidades que tenha desenvolvido, pela seu jeito de atuar no dia a dia, pelo seu comportamento com os demais e seu respeito pelo planeta.

Entre tanto, todos irão encarando a vida conforme àquilo que em verdade seja cada um. Quem conserve a harmonia compreenderá que o que está acontecendo é um processo de evolução do universo todo. Já outros, seja por medo, frustração ou cobiça acabarão culpando aos demais ou mesmo a Deus por tudo aquilo de ruim que venha a suceder.


Na tarefa de reconhecimento e administração das condições destes tempos de transição fim/começo os seres humanos deveríamos nos ajudar entre todos. No entanto, aquela porta que iremos transpor deixando para atrás a atual civilização basada no medo, no ódio e no materialismo só poderemos atravessa-la de maneira individual.




Ampliar nossa própria consciência, compreender o que está acontecendo, sentir as brutais mudanças de vibração planetária em nossa própria pele e liberar nosso coração para ele vibrar na onda maior do amor incondicional será o único jeito que teremos de passar para um outro estado de vivência superior, de maior qualidade. Para aqueles que não estejam preparados física, mental e espiritualmente para alinhar-se com essas vibrações novas os efeitos da mudança poderão resultar negativos e até destrutivos.

A segunda profecia dos maias afirma que se a maioria dos seres humanos muda seu comportamento e se sincroniza com o planeta, poderão se neutralizar os câmbios drásticos que descrevem as outras profecias. O homem sempre decide seu próprio destino e muito especialmente nesta época de máxima disponibilidade do livre-arbítrio. As profecias são apenas advertências feitas pelos sábios nos orientando a tomar consciência da necessidade de mudar o rumo para evitar que elas se façam realidade. ¿Seremos capazes de construir uma realidade melhor?...


Ao reconhecer que os seres humanos criam a sua própria realidade com os seus próprios pensamentos, Albert Einstein dizia: “O mundo que temos feito, como resultado do nível de pensamento que tivemos, até agora cria problemas que não podemos resolver respondendo no mesmo nível. Para mudar, iremos precisar de uma maneira substancialmente nova de pensar...”. Mudar todos os velhos padrões, essa é a tarefa da hora.q    
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