O automóvel, um feroz assassino

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015



"Todas as cidades no mundo oferecem mais espaços públicos para automóveis do que para os seres humanos. É surpreendente que estejamos acostumados a viver sob a ameaça de morte. As vias urbanas são como rios venenosos ou radioativos que atravessam a cidade. Num livro fascinante chamado Fighting Traffic, Peter Norton (historiador, professor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Virgínia) diz que, em 1900, ninguém foi morto nos Estados Unidos por conta do carro. Mas, 20 anos mais tarde, entre 1920 e 1930, cerca de 200 mil pessoas morreram em acidentes. Desse total, sete mil eram crianças. Quando os carros chegaram, tudo mudou nas cidades. Mas continuamos a pensar as cidades como se nada tivesse acontecido, construindo mais e mais vias. Deveríamos ter começado a fazer cidades em que, para cada via de automóveis, existisse uma via para pedestres ou um parque. Mas fizemos cidades para os carros, e isso significou, infelizmente, menos e menos para os seres humanos".  Enrique Peñalosa, ex prefeito de Bogotá (Colômbia) e autor de uma renovação urbana que deu primacia ao transporte público e à bicicleta q
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