Rio de Janeiro, trânsito maravilhoso

segunda-feira, 27 de abril de 2015


Rio de Janeiro, campeã de engarrafamento
Rio, metade do século 20. Faz mais de 50 anos... de descaso.
Os brasileiros passaram a engrossar uma triste estadística. Estão entre os cidadãos que mais sofrem com o trânsito no mundo inteiro. Um levantamento da empresa TomTom indicou que o Rio de Janeiro, conhecida pelo sedutor apelativo de cidade maravilhosa, é a terceira urbe com maior problema de congestionamento do planeta. A lista das dez primeiras ainda conta com Salvador, na quinta posição, e Recife no sexto lugar.

A liderança é de Istambul (Turquia), seguida pela Cidade do México. O ranking de 200 cidades pelo mundo é produzido pela empresa holandesa TomTom, fabricante de sistemas de navegação para automóveis, motocicletas, PDA's y telefones móveis.

Rio de Janeiro, campeã de engarrafamento
Rio 2015. Imagina Rio 2016, engarrafamentos olímpicos...
Pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral indica que, por causa do trânsito, um carioca perde hoje 2 horas e 40 minutos por dia atrapalhado nas congestionadas ruas da cidade, apenas indo ao trabalho e retornando em um trajeto médio. Isso é equivalente a perder mais de 27 dias de vida. 

Nos últimos 10 anos o tempo perdido no trânsito da caótica Rio de Janeiro triplicou por causa  do excesso de carros, vias ultrapassadas, falta de novas estradas e, sobretudo uma ausência quase total de gestão pública planificada e eficiente. Quem trafega pelas ruas do Rio tem a sensação de que o trânsito vive constantemente com o sinal fechado. A qualquer hora do dia, é um passo de procissão para se deslocar de casa para o trabalho e vice-versa. Para avançar 10 km nas principais vias de acesso ao centro da cidade, gasta-se em média uma hora e meia.

Claro, Rio não está sozinha nesse via-crúcis. Brasil já conta com mais de 50 cidades com problemas similares. Em São Paulo -a recordista de congestionamentos com marcas de mais de 300 km- , o paulistano perde 3,5 horas diárias, equivalente a uns 44 dias por ano, enquanto Recife detém a pole position no quesito de lentidão diária no rush noturno.

Recife, tá difícil voltar pra casa...
Oi amor, já estou perto de casa, viu?... Recife 2015.

O câncer
"O nome do câncer que corrói o espaço urbano no Brasil é indústria automotiva, que seca as artérias de trilhos, que pede corredores asfálticos cada vez maiores, em detrimento do espaço urbano arborizado, que aborta as ciclovias, que encerra o homem em prisão domiciliar por mais tempo a cada dia que passa em sua "casa que anda", que faz pouco caso da solidariedade no transporte e instiga o egoismo para vender mais. Esse câncer traz barulho e poluição. Ele dita a estrutura social pelo modelo dos carros que você compra. Utilitários de luxo, importados, maiores, ameaçadores, podem tudo. Blindados então...

 ...Defender os empregos que esta indústria cria é como defender o câncer para não desempregar os médicos. Porque não apenas imitamos quem já viveu todos estes problemas e desaceleramos a ditadura do automotor? Muito há de se fazer e tem que ser logo. Antes que se fechem esses canais de comunicação que incomodam a muitos. Se eu estou podendo passar meu ponto de vista, o que impede você que nos lê de fazê-lo e assim mostrar sua opinião? Começa aqui essa reviravolta"... asertivo comentário de Newman Homrichno blog Confraria Malunga.q
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Surfando na imundice global

quinta-feira, 23 de abril de 2015


Oceanos de lixo
O surfista Dede Surinaya em Java, Indonésia, a ilha mais povoada do mundo.  Superpopulação = superpoluição.

“Água e ar, os dois elementos essenciais 
dos quais toda a vida depende, 
se transformaram em 
dois contêineres de lixo globais”. 
                                                                                                                   - Jacques-Yves Cousteau -
        
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Somos todos índios

domingo, 19 de abril de 2015



A presença inalterada do índio está aí para nos lembrar quem somos, qual é a vida que podemos fazer por estas pampas, quanto vale a paz, a simplicidade voluntária. A presença do grande espírito está aí, na natureza do índio, sem facebook nem whatshapp, sem computador nem smartphone, de alma e corpo nus, para nos mostrar como será nosso futuro.

Esse futuro que está muito mais perto do que a gente imagina, esse dia próximo quando, como nos anunciou Caetano, um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante, de uma estrela que virá numa velocidade estonteante e pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante, depois de exterminada a última nação indígena e o espírito dos pássaros das fontes de água límpida mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias.

Veremos aí sim, um índio preservado, em pleno corpo físico, em todo sólido, todo gás e todo líquido, em átomos, palavras, alma, cor, em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico. Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico, do objeto -sim, resplandecente- descerá o índio e as coisas que eu sei que ele dirá, fará não sei dizer assim de um modo explícito.

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos, surpreenderá a todos não por ser exótico mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio... Aquilo que hoje está diante e por trás de nosso nariz e não conseguimos ver ainda. Mas chegaremos a ver. Não especificamente o índio mas nós mesmos, por inteiros. Esse dia saberemos que o Dia do Índio não e apenas cada 19 de abril, senão que todo dia é dia de índio, todo dia é dia de nós. Em nossa essência, somos todos índios.


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Um prato cheio do Mediterrâneo

segunda-feira, 6 de abril de 2015



“A carne não é alimento do humano, mas alimento de certos animais. Todavia, nem todos, pois os cavalos, os bois e os elefantes se alimentam de ervas. Que horror é engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos. Os animais dividem conosco o privilégio de ter uma alma. Nunca tempere seu pão no sangue dos animais nem nas lágrimas de seus semelhantes". 
- Pitágora -
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Ha um interesse crescente nas alternativas alimentarias que dispensam a carne. Restaurantes naturais e vegetarianos ficam lotados na hora do almoço. Tornou-se comum, pelo menos nas classes médias urbanas, a preocupação em reduzir o consumo de carne, e surgiu uma indústria bilionária de produtos naturais que, nos Estados Unidos, já movimenta quase 8 bilhões de dólares.

Por outra parte, há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.

Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado bovino – quase uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano – ou seja, uma família de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses. Somos o quarto país do mundo onde mais se come carne bovina. Um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano. Sangue demais sendo engolida por nosso corpo. 

Não acha estarmos na hora de começar a experimentar outras alternativas? Pelo menos uma vez por semana -digamos, todas as segundas- você poderia descobrir e apreciar outros sabores. Se quiser encampar a idéia, aqui vai uma sugestão trazida das latitudes mediterrâneas.   

Arroz Mediterrâneo (com vegetais)
Uma receita de um dos cardápios mais equilibrados e saudáveis do mundo: o cardápio mediterrâneo. Neste caso uma combinação de arroz e vegetais com toda a influência do ingrediente chave dessa cozinha regional simples e um tanto erótica: o azeite de oliva. Um prato delicioso e leve para sustentar a campanha Segunda sem Carne (pelas pessoas, pelos animais, pelo planeta).

Ingredientes:
• 1 Xícara de arroz 
• 2 Colheres de sopa de azeite de oliva
• 1 Colher de sopa de tomilho seco
• Média colher de sopa de alho picado
• 1 Xícara de cebolinha
• 1 Pimentão
• 1 Berinjela
• 1 Zuchini
• 5 Tomate secos
• 10 Azeitonas (verdes ou pretas)
• Sal ao gosto
• Pimenta do reino ao gosto

Preparação:
• Cozinhar o arroz numa panela com muita água com sal, depois escoar e reservar
• Hidratar os tomates secos em água morna pelo menos durante 20 minutos.
• Cortar as berinjelas em cubos e temperar com sal, pimenta, tomilho e azeite de oliva.
• Colocar em uma travessa quente e levar ao forno forte até dar uma doradinha a todo. E reservar.
• Numa frigideira quente, botar azeite de oliva e refogar levemente o alho picado. Incorporar a cebolinha, o zuchini e pimentão, cortados em cubos. Refogar todos os vegetais.
• Acrescentar o arroz cozido e misturar com os vegetais. Incorporar as berinjelas forneadas, as azeitonas picadas e os tomates secos hidratados. Dar uma mexida para misturar todo. 
• Deixar no fogo baixo até dorar os grãos de arroz. Retirar e servir com salsinha picada.q

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