Você é psicopata ou empático?

quinta-feira, 12 de novembro de 2015



*Por Gary 'Z' McGee 

¿Está você lutando por seu servilismo como se fosse pela sua salvação?... Então você foi belamente enganado. Você se converteu numa ovelha mais do rebanho geral. Seus pensamentos não são de você mesmo. Suas ações não são propriamente as suas. Na verdade, desse jeito, você está sendo uma simples marionete sob a ilusão de ser livre, em tanto os psicopatas do mundo são seus titereiros implacáveis.

¿Quer ser livre?... Então você deveria se responder com honestidade as seguintes perguntas: ¿Estou disposto a fazer o que seja preciso para ser livre?... ¿Estou pronto para tolerar a incomodidade de me desenganar comigo mesmo?... ¿Prefiro levar uma bofetada da verdade o ser beijado pela mentira?... ¿Estou pronto para sacrificar minha acomodada mentira trocando ela pela inconveniente verdade?... ¿Sou o suficientemente forte para cair da "graça" de meu delírio e bater o couro no duro e  incorruptível chão da verdade? E, sobre tudo, ¿eu tenho a coragem de desobedecer?

¿Você sabia que o câncer começa com um grupo de células que falham em se comunicar com o sinal consciente do anfitrião? Estas células viram competitivas em lugar de cooperativas. Se o competitivo se faz primário e o cooperativo secundário, então poderemos admitir que fracassamos como espécie.

Entre os seres humanos, a vaidade, a empáfia, conduz à discriminação e à competência. A competência conduz ao medo e a avareza. Esta libera a prática do engano  e da imoralidade. E o engano e a imoralidade são o caldo de cultivo para essa atitude doentia de fazer a guerra uns contra outros e todos contra nossa terra. 

Cada ato de ódio e destruição em nosso mundo começa com o auto-ódio e a auto-destruição. E o desatino é deflagrado por uma ruptura na comunicação. Temos perdido a capacidade de nos comunicar uns com outros como seres humanos naturais. Perdemos também a capacidade de nos comunicar coma natureza de um modo saudável. E estos atos inconscientes de desaprendizagem são sistêmicos e transmitidos, uma e outra vez, de uma geração insalubre para outra geração insalubre.

Está na hora de arrebentar a cadeia paroquial de nosso arcaico sistema de valores. É chegada a hora de nos libertar de esta doentia e insustentável debacle.

Como R.D. Laing disse: "Estamos nos destruindo a nós mesmos de maneira efetiva usando uma violência disfarçada de amor".


Ciclo fatal: medo-apatia-ódio
O modo mais simples de mudar isso é ser nós mesmos a mudança que desejamos ver no mundo para que possamos nos converter numa força da natureza suficientemente potente para também mudar o mundo.

Acabar com o engano de nós mesmos, virar verdadeiramente compassivos e empáticos com a dificultosa situação dos outros e derramar fagulhas da verdade sobre o engano massivo como quem joga sementes que virão a germinar um dia numa força que deverá ser tida em conta por todos.

Em sua forma atual, a humanidade está atrapada no ciclo fatal do medo, da apatia, do ódio.

Uma sociedade baseada no medo, na apatia e no ódio estabelece um sistema estéril que é fundamentalmente incapaz e produzir saúde e felicidade, reprimindo assim a evolução humana.
E aqui estamos, nesse mundo que não mais aguentamos e do qual queremos escapar. Porém, para fugir desse padrão doentio não basta apenas a rebelião. É preciso cultivar uma liberdade pessoal e abandonar todas formas de auto-engano e anestesiamento mental. 

Se faz necessário modificar o paradigma dos conformistas míopes  que buscam vitimizar-se culpando sempre aos outros para, repetidamente, infligir violência no mundo com a finalidade de manter a ilusão de conforto e poder que está sendo protegida pela bandeira de seu próprio engano.  

Como Arno Gruen disse: "Se as pessoas baseiam sua identidade na identificação com a autoridade, o anseio de liberdade provoca ansiedade. Logo devem ocultar a vítima em si mesmos recorrendo à violência contra outros".

Compreenda: o mundo foi feito para todo mundo estar nele sendo livre. 

Saiba renunciar a todos os outros mundos, exceto a aquele no qual você é livre. Esses outros mundos podem ser sua família, seu país, sua religião, sua crença política. Fuja. Escape de qualquer mundo que lhe impeça ser livre. Um claro sinal de que você está sendo enganado é o fato de você não se sentir livre. 

Então vai a pergunta: ¿você se sente bem sendo enganado?

Como  adverte Chris Hedges: "Vivemos em mundos imaginários, virtuais, criados pelas empresas que se beneficiam de nosso próprio engano". 

Precisamente são esses mundos virtuais os que temos de virar cabeça para baixo. Há uma guerra em curso entre os mentirosos manipuladores e os compassivos que falam a verdade, entre psicopatas e empáticos.


De qual lado você vai ficar?
Isto também gera outra pergunta: ¿Você está se mentindo a si próprio?, que é uma das perguntas mais difíceis de responder com honestidade. E no entanto a pergunta deve ser feita para evitar cair de maneira tola nas mãos do fraudador.

Mas na hora de botar em prática a resposta, é recomendável que você não seja inflexível. Quanto más elástico e fluido seja, maiores são as chances de se manter flutuando quando as águas das vicissitudes se agitem. Assim, em meio à tormenta, você estará mais preparado para ser um faro de esperança para outros.

A mudança  não é fácil, nunca foi. Porém a mudança é inevitável. Ou nos destroçamos a  nós mesmos e ao mundo tentando driblá-lo ou nos adaptamos a ele e o superamos com o objetivo de evoluir junto a ele. 
   

Uma de minhas obrigações como arqueiro de periferia neste mundo é penetrar com minhas flechadas o engano, furar a roca, alertar às pessoas sobre as verdades ocultas. E criar consciência profunda.

Digo: em vez de tentar possuir a verdade, deixa ela te possuir. Assim é: eu não sou uma vítima do mundo, eu sou o mundo.

Porém nem sempre foi assim. Eu trabalhava para a NSA (Agência de Segurança Nacional) dos Estados Unidos, a través da Marinha de EEUU, como um cripto analista. Sim, eu era ingênuo. Eu, como muitos outros marinheiros inocentes, soldados, aviadores e infantes de marinha, fui enganado. Se me fez acreditar que estava lutando com honra e espionando para proteger a vida de pessoas inocentes do mundo.

Eu estava errado. Nós estávamos enganados. Tudo isso era apenas um discurso duplo.

Na verdade, estávamos ali para lutar e espionar por conta de um regime corporativo, plutocrático, imoral, que ainda hoje continua no poder. A gente estava ali para ser peões de um gigantesco jogo de xadrez sobre petróleo e energia. Éramos engrenagens condicionados de um imoral relógio de sistemática propaganda e ordens contrárias a toda ética.

Bom, já chega!

A guerra não é a paz. A ignorância não é a força. A liberdade não é a escravidão. "Se você quer ser um verdadeiro buscador da verdade" -escreveu René Descartes- "é preciso que, pelo uma vez na vida, você duvide. Na medida do possível, de todas as coisas". E isso foi, exatamente, o que fiz.

Decidi desmascarar a mim mesmo, usando um processo de auto-interrogação despiedado e um humor do mais elevado para revelar a verdade oculta detrás da cortina de fumaça do engano coletivo. O que aprendi foi um terremoto que sacudiu meu mundo.  Embora, eu me liberei e isso foi minha salvação. 

A dor que chegou do conhecimento foi excepcionalmente mais gratificante que a felicidade que vinha da ignorância. Minha queda foi profunda, mas quando bati no chão, voltei a apreender o desaprendido: como cair no amor.

É mesmo como apontou Sogyal Rinpoche: 
"A cada vez que as perdas e enganos da vida nos ensinam sobre a impermanência, nos colocam mais perto da verdade. Se você cai de uma grande altura, só existe um possível lugar para você aqui na Terra: no chão, o fundamento da verdade. E se você tem o conhecimento que provem da prática espiritual, então a queda não é de modo algum um desastre, senão a descoberta de um refugio interior ".


A arte pode mudar o mundo       
A única maneira de que o engano é moralmente aceitável é quando ele se revela num processo artístico, pois como disse Marco Tempest: "A arte é uma mentira que cria emoções reais. Uma mentira que inventa uma verdade. E quando você se entrega a esse engano, o engano fica convertido em magia".

Necessitamos mais de esta magia, sobre tudo num mundo a cada dia mais carente de magia.


É magia, precisamente, porque transforma o engano em verdade. E por tanto, tem o poder de transformar aos psicopatas em empáticos, plantando sementes como se fossem diminutas balizas envasadas de esperança.    


A arte pode, literalmente, mudar o mundo.


Nosso arte audacioso é a como uma esgrima  no cérebro. E por isso é que a pluma é, certamente, mais poderosa que a espada.  Com a pluma podemos, certamente, quebrar a cadeia do engano de uma estrutura de poder não ética, formada por homens e mulheres psicopatas empenhados em manter seu poder mesmo que custe a destruição do  mundo. 

Como Arno Gruen disse:"Tanto faz a quantidade de serviços que, circunstancialmente, possam prestar aos empáticos aqueles comprometidos com o poder (psicopatas). Jamais conseguem chegar perto dos seres humanos em igualdade de condições pois seus relacionamentos com os outros se definem exclusivamente em termos de poder y debilidade. E nesse (sem) sentido, eles acham que devem acumular tanta energia como for possível, com o objetivo de se fazerem invulneráveis e ainda provar na prática essa invulnerabilidade".  

Em tanto, é dever dos empáticos artistas de todo o mundo desmascarar essa falsa invulnerabilidade dos poderosos apelando ao poder real: a vulnerabilidade absoluta. E a arte será nosso veículo.  

O valor não está em ser invulnerável como uma máquina. O valor não é uma dureza absoluta como a de um tanque de água. Pelo contrário, é uma plasticidade suave como a da água que está dentro do tanque.

Eu suplico a vocês que se atrevam: não procurem aquilo que é sólido dentro de vocês, procurem aquilo que é suave e maleável... E a valentia chegará.       

Tua suavidade irá tomando forma e assumirá a forma da empatia, que tem o poder para esmagar toda forma de psicopatologia, fazendo essa nova forma uma das aventuras mais nobres.   
  
A miúde, as pessoas me perguntam, assim meio desapontadas: "porque você vai contra o poder das leis estabelecidas pelos homens?"... E eu lhes respondo: Porque a dureza das espadas deles jamais serão tão fortes como a leveza de minha pluma".q


*Gary 'Z' McGee é um anarco-falível eco-moral, um arqueiro da periferia que joga suas flechas atingindo o alvo das questões centrais desse tempo de transição, num mundo que ainda não percebe com claridade que os limites podem ser transformados em horizontes. 
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