Os passos que nos levam à transição

sábado, 26 de novembro de 2016


Reykjavik, a capital da Islândia é a cidade grande mais sustentável do mundo. 
O Movimento Cidades em Transição, que busca retirar o petróleo da vida urbana e promover economias municipais, acredita que não existe um modelo único de transição, nem que tenha encontrado todas as respostas para resolver o problema da escassez do petróleo e do aquecimento global.

As iniciativas de transição são um exemplo do princípio de se pensar globalmente e agir localmente. Através do fortalecimento da comunidade e do redesenho de espaços, ações, interações e relações, essas iniciativas criam um processo promissor que engaja pessoas, comunidades e  instituições para, juntas, pensarem e implementarem as ações necessárias  – de curto, médio e longo prazo – para fazer frente aos desafios atuais como: as mudanças climáticas, o pico do petróleo, a crise econômica, entre outros.
A idéia é que cada sociedade use a criatividade para fazer a mudança.Para as grandes cidades, a alternativa de fazer a transição pelos bairros, reforçando o comércio regional, tem bons resultados. Por exemplo, Bristol, no sudoeste da Inglaterra apostou nessa perspectiva. Com mais de 400 mil habitantes, a cidade foi "dividida" em 12 partes. Cada uma delas está procurando achar sua própria solução.
Rob Hopkins, iniciador e teórico do movimento, acredita que cada experiência vai servir de inspiração para novas ações e iniciativas.
Não existe um calendário coletivo para a conclusão dessa transição entre a economia do petróleo global e a economia sustentável local. Cada cidade tem o seu. Totnes, no Sul da Inglaterra, considerada o berço do movimento, espera concluir sua jornada em 2030. Na linha do tempo traçada pelo movimento, quando a tarefa for concluída muito dos hábitos e costumes da cidade terão sido modificados. As pessoas deverão consumir produtos locais e a dieta será baseada muito mais em vegetais do que na carne.
Também as escolas passarão a preparar as crianças para as reais demandas da época: cozinhar, construir casas a partir de materiais naturais como adobe e barro e a fazer jardinagem. Os conceitos de sustentabilidade e resiliência, que é a capacidade que um sistema possui de resistir a choques externos, passarão definitivamente a fazer parte do currículo. O transporte público ganha espaço e andar de carro será sinônimo de comportamento anti-social.
Para orientar cidades interessadas em aderir ao movimento, Rob Hopkins, organizou Os 12 passos para a transição. Eles estão no seu livro The Transition Hand Book (Livro de Bolso da Transição, em uma tradução livre). Os 12 passos são:

1. ... Formar grupos na sociedade para discutir possíveis ações para diminuir o consumo de energia na sociedade. Temas como importação de alimentos, energia, educação, moeda local, urbanismo e transporte. É importante que o sucesso coletivo seja colocado acima dos interesses pessoais. Deve haver um representante para cada grupo.

2. ... Identificar possíveis alianças e construir networks. Preparar a sociedade em geral para falar das conseqüências do fim da era do petróleo barato e sobre aquecimento global. Palestras com especialistas e mostras de filmes como The End of Suburbia, Crude Awakening, Power of Community têm sido muito eficientes. Esses filmes se encontram para download no website www.transitiontowns.org.

3. ... Incorporar idéias de outras organizações e iniciativas já existentes.

4. ... Organizar o lançamento do movimento. Isso pode ocorrer entre seis meses e um ano após o passo número um.

5. ... Formar subgrupos que vão olhar para suas regiões específicas e imaginar como a sociedade pode se tornar resiliente, ou seja, ser auto-suficiente e capaz de suportar choques externos, como a falta do petróleo.

6. ... Fazer eventos em espaços abertos. É importante que a sociedade perceba o movimento e queira fazer parte dele.

7. ... Realizar atividades que requerem ação. Em Totnes, por exemplo, foi decidido que as árvores frutíferas poderiam trazer benefícios para a cidade. Houve um mutirão para fazer o plantio de mudas de castanheiras.

8. ... Recuperar a hábitos perdidos como fazer concertos públicos, cozinhar, fazer jardinagem, cultivar hortas e andar de bicicleta.

9. ... Construir bom relacionamento com governo local.

10. ... Escutar os mais velhos. As pessoas que viveram entre 1930 e 1960, época em que o petróleo ainda não era tão importante, podem ter muito a ensinar.

11. ... Não manipular o processo de transição para essa ou aquela tendência. O papel do movimento não é levar todas as respostas, mas deixar que a população encontre meios para a transição. O movimento deve ser um grande catalisador de idéias.

12.... Criar um plano de ação para reduzir o consumo de energia da cidade. Cada grupo mostra o que foi decidido para cada área antes de colocá-las em prática.q
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Slow, outros sabores da comida

sábado, 12 de novembro de 2016



Carlo Petrini, o fundador do movimento internacional chamado Slow Food, sustenta que buscar uma alimentação prazerosa e em equilíbrio com a natureza é uma atitude política”. O problema –acrescenta- é que "a velha tradição militante ainda despreza a complexidade e beleza do ato de comer". No texto seguinte, você achará instigantes definições que Petrini deixou num artigo escrito por ele e publicado no Le Monde Diplomatique. Confira.


A gastronomia pertence ao domínio das ciências, da política e da cultura. Contrariamente ao que se acredita, ela pode constituir uma ferramenta política de afirmação das identidades culturais e um projeto virtuoso de confronto com a globalização em curso. Porque não há nada de mau em apreciar os prazeres da boca, base fundamental do saber gastronômico e elemento essencial da qualidade de vida. O movimento Slow Food  foi criado "pela defesa e pelo o direito ao prazer de alimentar-se".

O primeiro teórico deste tema, Jean-Antelme Brillat-Savarin (1755-1826), esclareceu que a gastronomia é o "conhecimento racional de tudo o que é relativo ao homem enquanto ser que se nutre". A partir desta simples definição, com um pequeno esforço intelectual, podemos compreender que a gastronomia reposiciona a nutrição no centro de interesse de todos e de tudo (magreza, obesidade, sono, juventude, envelhecimento, morte, etc).

Interessar-se por "tudo aquilo que é relativo ao homem enquanto ser que se nutre" exige conhecimentos nos domínios da antropologia, da sociologia, da economia, a química, a agricultura, a ecologia, a medicina, os saberes tradicionais e as tecnologias modernas. Tal corpus científico amplia enormemente o papel reservado aos gastrônomos. Ao mesmo tempo, aumenta o círculo de pessoas que deveriam estudá-lo para melhor governar, melhor confrontar os problemas atuais ou, ainda mais simplesmente, melhor compreender nosso mundo. Como defende Wendell Berry, o poeta-camponês do Kentucky, "comer é um ato agrícola".

Não é à toa que, segundo o relatório das Nações Unidas, Millenium Ecosystem Assestement, a maioria dos problemas ambientais são conseqüência dos métodos aberrantes de produção de alimentos. Infelizmente, a maioria das técnicas utilizadas não são sustentáveis. O desperdício é enorme, devido aos métodos intensivos e produtivistas, que consomem mais recursos do que produzem. Em alguns países desenvolvidos, os agricultores e operários das fábricas de alimentos representam apenas 2% da população ativa. Tudo foi industrializado. Fabrica-se em série uma alimentação sem sabor, padronizada, anti-ecológica e freqüentemente perigosa para a saúde pública (vários escândalos o provam, entre os quais o da “vaca louca”).

O futuro estará garantido apenas para homens e mulheres que produzam a comida por meio de técnicas compatíveis com os ritmos do planeta, revalorizando as técnicas antigas, respeitando a biodiversidade e as tradições gastronômicas estritamente ligadas à cultura e à economia de cada lugar do mundo.

A ciência gastronômica – com seu conhecimento, seu respeito pela qualidade de vida e as diferenças culturais – deveria voltar-se a domínios compatíveis com as novas exigências ecológicas. Colocar a ciência do prazer alimentar ao serviço de uma natureza preservada conduzirá o homem à produção da melhor alimentação possível. É uma aspiração tão legítima quanto natural. Mas não é levada em conta.

Criamos uma produção que não pesquisa mais o bom produto, mas o mais comercializável. As características organolépticas dos alimentos foram degradadas, a variedade e a biodiversidade foram reduzidas. Emporcalhamos tudo, matando o solo, poluindo o ar, recorrendo demais aos transportes poluentes. Em lugar de acabar com o drama da fome no mundo, instalamos um sistema global desrespeitoso do trabalho de milhares de pessoas e socialmente criminoso. Restabelecer os critérios de uma agricultura camponesa, a mais local possível, sazonal, natural, tradicional, constitui o começo de uma solução.

Os seres humanos certamente devem nutrir-se, mas não às custas do equilíbrio do planeta. O gastrônomo e o consumidor não podem mais ignorar o seguinte (mesmo que pareça engraçado): a escolha do que comemos orienta o mundo. O movimento Slow Food  baseou suas convicções na filosofia e abriu caminho para a construção de uma nova gastronomia.

O Slow Food propôs um programa de reeducação alimentar do gosto, com novos métodos, adaptados a todas as idades, na escola e no lazer. Esta nova concepção da gastronomia não é apenas uma idéia. Tornou-se um movimento social, que se associa ao protesto universal contra todas as formas de uniformização induzidas pela globalização e participa de todas as "reivindicações verdes" em prol de um meio-ambiente e uma ecologia preservados. Produtores, camponeses, artesãos e pescadores organizados em comunidades de alimentação que partilham dessas idéias estão trabalhando juntos e trocam conhecimentos por um futuro melhor.

Por trás de cada alimento tradicional, saboroso e ecologicamente sustentável, há séculos de saber, de inteligência e de criatividade. Por que correr o risco de apagar tudo isso em nome do produtivismo? Por que não multiplicar as comunidades de alimentação que saõ grupos de indivíduos que trabalham em conjunto para produzir comida boa, ecologicamente limpa e respeitosa da justiça social.

Sem "militantismo" ou apoio sindical ou partidário. Os trabalhadores, portadores de uma experiência de lutas quotidianas, cooperam para sobreviver, saõ os "intelectuais da terra" que dão um senso novo à produção de comida. Sua reivindicação é extremamente política uma vez que ela remete ao mesmo tempo à dignidade, ao direito à soberania alimentar, e à liberdade de fazer seu próprio trabalho.

Uma vasta rede de produtores, pesquisadores, comerciantes, chefs de cozinha, camponeses e consumidores deram à luz um grupo transversal formado por "gastrônomos de um novo tipo", vindos de grandes e pequenas comunidades de alimentação, que se situam à margem das organizações políticas tradicionais. Trata-se de uma democracia dos humildes, afirmando-se pela maneira pela qual se alimentam, e que também pensam que um novo desenvolvimento é possível.

Longe de continuar sendo uma prática elitista, a gastronomia pode tornar-se uma ciência mais democrática. Por que a possibilidade de nutrir-se com produtos de qualidade, o prazer de saborear uma boa comida e a defesa da soberania alimentar devem ser direitos de todos.
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Reciclar para sobrevivir

sábado, 29 de outubro de 2016



¿Sabías que el 94% de las piezas de los televisores, computadoras y teléfonos celulares en desuso puede ser reutilizado? Y sin embargo, poco se hace aún al respecto. Por ejemplo, en Estados Unidos cada año más de 100 millones de esos aparatos llegan al término de su vida útil y apenas se recicla un 25% de ese total. El resto se transforma en una amenaza directa de convertirse en basura electrónica y contaminar a comunidades y ecosistemas, mientras se vuelve a fabricar productos para reemplazar a los descartados y así alimentar un círculo nefasto.

Pues bien, para revelar la existencia de estas flagrantes contradicciones va aumentando por el mundo el  número de recicladores, levantando una bandera roja para plantar un alerta en la conciencia de la humanidad. Porque la cultura del reciclaje viene a poner el dedo en la llaga principal del sistema capitalista cuya avidez irracional se está devorando el planeta. Entre otras medidas que urgen ser adoptadas, se hace imperioso reciclar como un modo de frenar la producción absurda e ilimitada de bienes, la mayoría de ellos innecesarios.

Si para muestra basta un botón, vaya éste proporcionado por la United Nations University (UNU) de Tokyo que publicó un libro sobre el impacto medioambiental provocado por las computadoras personales. Según el estudio, el proceso de fabricación de una PC y un monitor CRT de 17" requiere:
  • 240 kg de combustibles fósiles;
  • 22 kg de productos químicos;
  • 1,5 tonelada de agua.
Cantidades semejantes consume la producción de un televisor.

Mientras tanto, en México se calcula que más de 7 millones de televisores en desuso generan anualmente 160 mil toneladas de desechos electrónicos. En el mismo período, Brasil produce unas 100 mil toneladas de basura electrónica devenida de computadores y más de 2 mil toneladas de celulares despreciados.

Cómo reciclar en casa

Reaprovechar esos productos que contienen casi el 100% de piezas reutilizables es una de las vías para deslantar el crecimiento ilimitado en un planeta con recursos limitados. Otros ejemplos:
  • Si se recicla el vidrio se ahorra un 90% de energía y por cada tonelada reciclada se ahorran 1,2 toneladas de materias primas.
  • Recuperar 2 toneladas de plástico equivale a ahorrar 1 tonelada de petróleo.
  • El rescate de cada tonelada de aluminio tirada permitirá evitar la extracción de 4 toneladas de bauxita (que es el mineral del que se obtiene).
El reciclaje también puede evitar que desperdicios electrónicos atenten contra la salud de plantas, animales y personas; que se cancele el entierro de la basura evitando la contaminación del suelo y de las capas de agua del subsuelo; que se reaprovechen los residuos orgánicos; que se reduzcan costos en la recogida y eliminación de las basuras.

Esas ventajas de la comunidad pueden tener su reflejo correspondiente en nuestra casa, que es donde debe comenzar el ejercicio clave de todo reciclaje. En cada hogar, prácticamente todo puede ser reciclado, desde la ropa hasta la comida. ¿Qué se necesita? En primer lugar, abandonar el vicio consumista que, cada vez que precisamos algo -o que creemos que lo precisamos- nos lleva automáticamente a salir de casa y comprar. Pensemos en la posibilidad de comprar cada vez menos. Para gastar menos de nuestro bolsillo y para sacarle menos a la Pachamama. En segundo lugar, se neezcesita de un poco de creatividad, algo que todos tenemos y podemos utilizarla gratis.

Si precisas información mas detallada, abajo encontrarás unos links interesantes para ayudarte a comprender y realizar tu tarea de reciclaje. Si te sumas a esta faena también tú te estarás reciclando, iniciando un nuevo ciclo como persona y aportando a la inauguración de un nuevo ciclo en el mundo. Y hoy puede ser un buen día para empezar. No te parece?q

                       ... Reduce, Reutiliza, Repara, Renueva, Recicla!!!
Cómo reciclar en casa


Ahh... y, por favor, planta un árbol.  Donde sea, donde puedas, planta un árbol, sí?


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20 conselhos do Dalai Lama

quarta-feira, 26 de outubro de 2016



1. Grandes amores e grandes conquistas comportam grandes riscos.

2. Se por um acaso perderes, tire proveito daquilo que aprendeu com a derrota.

3. Lembre-se dos três “R”: Respeite a si mesmo, Respeite os outros e Responsabilize-se pelas suas ações.

4. Lembre-se que às vezes, não conseguir o que queremos pode ser um maravilhoso golpe de sorte.

5. Aprenda sobre as regras e saiba usá-las no momento certo.

6. Não deixe que uma pequena discussão afetar um grande relacionamento.

7. Quando descobrir que cometeu algum erro, tente corrigi-lo o mais breve possível.

8. Se dê sempre um tempo para ficar  sozinho; sinta-se bem com a sua companhia.

9. Aceite as mudanças da vida mas nunca abandone os seus valores.

10. Lembre-se de que às vezes o silêncio  é a melhor resposta.

11. Tente viver com plenitude e muita honra.

12. Viva o presente intensamente pois quando você ficar mais velho e se recordar do passado, poderá desfrutar as alegrias vividas novamente.

13. Viva num ambiente de amor  em seu lar. Isso é a base da vida.

14. Quando discutir com alguma pessoa querida, evite fazer referências de fatos do passado, se preocupe com a questão atual.

15. Divida o seu conhecimento com os outros, é uma forma de garantir a sua imortalidade.

16. Preserve a natureza.

17. Pelo menos uma vez por ano, visite algum lugar que nunca tenha ido antes.

18. Lembre-se que a melhor relação é aquela em que o amor mútuo é maior do que a necessidade mútua.

19. Julgue o seu êxito por aquilo que você teve que renunciar para conseguir atingi-lo.

20. Ame e trabalhe com absoluto empenho.
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La agricultura salvaje de Fukuoka

sábado, 22 de outubro de 2016




No esperes a que algún gobierno te salve. Por mejor que sea un gobernante él nunca conocerá cual es tu camino personal, cuales son tus necesidades particulares, cuales son los sueños de tu alma. Recuerda siempre que eres únic@.  Tu vida tienes que hacerla tú mism@. Y la vida se hace a mano y sin permiso.

El mundo precisa mejorar para que tu vida mejore. Entonces comienza a cambiar el mundo, el mundo que tienes más cerca, el mundo que gira cotidianamente a tu alrededor. Un nuevo mundo será construído con nuevos paradigmas, con otras visiones, diferentes a las que hoy gobiernan el planeta y que tan pobres resultados han dado.

Masanobu Fukuoka (1913-2008), microbiólogo, agricultor y ecologista, fue un bello maestro de vida, creador de uno de esos nuevos paradigmas: la agricultura natural, o agricultura en estado natural, o agricultura salvaje. Si no lo conoces, asómate a este video. Allí hallarás una pista sobre el mundo nuevo, sobre tu vida nueva. Y las primeras pistas sobre la Permacultura.


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Sacanagem de mercado

quarta-feira, 19 de outubro de 2016



O chamado mercado, que ainda é colocado como um decisivo ator social por muitos enganadores profissionais que rondam funestos ministérios, vem mostrando uma de suas piores caras. Se aproveitando dos formidáveis avanços tecnológicos, que deveriam servir para a libertação do ser humano, agora fabricam seus produtos eletrônicos com data de vencimento para que sua vida útil resulte  breve e os ilusos consumidores joguem o aparelho fora e caiam logo numa loja a comprar um novo. Sacanagem total.

A maior das fraudes econômicas da historia foi a invenção dos bancos que institucionalizou a usura e fez do vulgar agiota um poderoso senhor. No ranking dos grandes estelionatos com certeza o segundo lugar é ocupado hoje pela denominada obsolescência programada, a mais grande fraude mercadológica de todos os tempos. Usando e abusando das ferramentas da tecnologia, os fabricantes de eletrônicos incluem no produto um chip que informa a data em que a maquininha deve deixar de funcionar.

No vídeo abaixo você poderá achar uma interessante explicação de como se organiza essa pratica que lesa inadvertidos consumidores em todo o planeta.     



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Obs-cenas

domingo, 2 de outubro de 2016


Zianna Oliphant e o racismo

O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, 
dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... 
O que me preocupa é o silêncio dos bons. 
-Martin Luther King-

A morte de Keith Lamont Scott continua a chamar a atenção do mundo para as tensões raciais nos Estados Unidos. Na semana passada, ele foi fatalmente baleado pela polícia da cidade de Charlotte, Carolina do Norte, no estacionamento do seu prédio. Segundo a família, ele aguardava a chegada do filho da escola e segurava um livro. Para os policiais, no entanto, ele estava armado.

Numa reunião realizada nesta semana em Charlotte entre cidadãos e autoridades públicas e que tinha como objetivo acalmar os ânimos da comunidade negra local, Zianna Oliphant, uma menina de apenas 9 anos de idade brilhou ao assumir o microfone e desabafar sobre o racismo que sente no dia a dia. O fato absurdo do racismo empurrar uma criancinha dessas a sofrer desse jeito resulta obsceno. Mas, ao mesmo tempo, a atitude dela é encorajadora e esperançosa. O velho Luther King pode descansar em paz, o silêncio dos bons já foi quebrado. Confira  no vídeo.


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La libertad de ser uno mismo

quarta-feira, 28 de setembro de 2016



 "Al éxito y al fracaso, esos dos impostores
trátalos siempre con la misma indiferencia.
-Rudyard Kipling-
* Por Miriam Subirana

En los años que llevo acompañando a la gente en su desarrollo personal, observo que hay ciertas preguntas que nos planteamos prácticamente todos en algún momento de nuestra vida y que prevalecen desde la Antigüedad. Tendemos a darle vueltas a cuestiones del tipo ¿quién soy yo realmente? o ¿cómo puedo llegar a ser yo mismo? Y a la hora de las respuestas hay una tendencia a martirizarse, a funcionar bajo unas creencias que nos bloquean y estresan ante la posibilidad del cambio y la incertidumbre que de él deviene. 

Las personas se orientan a menudo por lo que creen que deberían ser y no por lo que son en realidad. Se vive demasiado condicionado por los juicios de la gente y se trata de pensar, sentir y comportarse de la manera en que los demás creen que debe hacerlo. Es como si quisiéramos ser quienes no somos.

Occidente ha creado una sociedad competitiva en la que se aspira al éxito y la excelencia, y se tiene al fracaso como algo horroroso. Desde la infancia aprendemos juegos de competición y somos considerados por otros como hábiles o torpes, buenos o malos. En el colegio nos juzgan los profesores y compañeros de clase. Sentimos la presión de tener que ser el número uno en nuestra promoción, en el deporte, en definitiva, en nuestro ámbito. En vez de disfrutar de cada etapa, nos centramos en procurar ganar para alcanzar el primer puesto en todo, y esto va configurando la identidad (falsa) de cada uno.

El papel de los padres también es básico: frases como “esto es bueno”, “no seas malo” o “esto no se hace” son típicas en el vocabulario de los progenitores. Pero el abuso de este tipo de indicaciones puede menguar el carácter del niño. Crecemos dando importancia a la opinión de los demás y a su mirada, porque creemos que determinan nuestro valor en la comunidad. Una vez adentrados en el mundo universitario y laboral, la cantidad de maneras en las que creemos que podemos "fracasar" sube en escalada. 

Cada encuentro con alguien puede recordarnos algo en lo que somos "inadecuados". Desde el estilo de ropa hasta el corte de pelo. Alguien le dirá que se relaje y disfrute más, otro le reclamará que no trabaja suficiente y que está desperdiciando su talento; alguno le recomendará que se centre en la lectura o que hinque más los codos. 

Por otro lado, la imagen que proyectan los medios de comunicación también puede generar frustraciones personales. ¿Tiene la presión normal, ha viajado suficiente, cuida a su familia, está al día de política, su peso es el adecuado, hace suficiente deporte, ha visto la última película más taquillera? Este tipo de cuestiones hace sentir que cualquiera no está a la altura de las circunstancias.

Ser o no ser
El filósofo existencialista Sören Kierkegaard (1813-1855) señalaba que la forma más profunda de desesperación es la de aquel que ha decidido ser alguien diferente de sí. El psicoterapeuta estadounidense Carl R. Rogers decía al respecto: “En el extremo opuesto a la desesperación se encuentra desear ser el sí mismo que uno realmente es; en esta elección radica la responsabilidad más profunda del ser humano”. Esa es nuestra principal tarea, todo lo demás debe ser afluente que tribute a ese río. 

Cuando el individuo decide mostrar su verdadera personalidad debe tomar consciencia de qué visión tiene de su persona. Cuando logramos tener esa imagen realista no nos ahogamos con objetivos inalcanzables ni nos infravaloramos con propósitos que nos empequeñecen. Para ello debemos plantearnos metas adecuadas a nuestro carácter. Un ejemplo: el que quiere adelgazar pero no se ve más delgado. Por mucho esfuerzo que haga, no será duradero y volverá a ganar peso, porque sigue sin verse más flaco. Si quiere perder peso de verdad tendrá que cambiar la imagen que tiene de sí mismo, verse en su versión más delgada y modificar ciertos hábitos mentales y de conducta para llegar ahí, a esa imagen.

Para ser uno mismo es necesario conocerse 
y ser consciente de hasta qué punto
la imagen que uno tiene de su persona
coincide con su yo real y auténtico. 

Se trata de dejar de verse como una persona inaceptable, indigna de respeto, inútil, poco competente, sin creatividad, obligada a vivir insegura según normas ajenas. Hay que aceptar las imperfecciones. Cuando logre verse e aceptarse como alguien con fallos que no siempre actúa como quisiera, disfrutará más y se cuidará mejor.

Los epicúreos griegos reseñaban la importancia de ejercitarse en evocar el recuerdo de los placeres pasados para protegerse mejor de los males actuales. Sin ir tan lejos, la indagación apreciativa, un método basado en la nueva psicología positiva que surgió en los ochenta, nos invita a buscar las experiencias más significativas de nuestra vida, descubrirlas y revivirlas. 

Todos hemos vivido alguna historia positiva y significativa. Rescatarla del pasado y apreciarla en el presente nos dará confianza. Por otro lado, para poder ser uno mismo, uno debe conocer su núcleo vital, es decir, todo aquello que le mueve y motiva para seguir adelante. Esta esencia vital le llena de esperanza, mientras que si uno vive en sus sombras acaba desesperándose, se angustia, se apaga y se deprime. Incluso puede llegar a ser agresivo consigo mismo. Nietzsche decía al respecto: “El mal amor a uno mismo hace de la soledad una cárcel”.

Abandonar las barreras defensivas
Cuando eso ocurre, es fácil que uno se enclaustre en su pequeño mundo, donde su percepción se vuelve borrosa porque se ha desconectado del importante núcleo vital. Entonces vienen a la cabeza preguntas como estas: ¿qué debería hacer en esta situación, según los demás? o ¿qué esperan mis padres, mi pareja, mis hijos o mis maestros que yo haga? En este estado se actúa según pautas de conducta que, de alguna forma, le impone la gente que le rodea. Esto le reprime y su capacidad creativa queda mermada. Entonces es fácil entrar en rutinas para “quedar bien” y se dejan de explorar nuevas posibilidades.

Cuando uno logra de nuevo conectar consigo mismo se vuelve más creativo y las preguntas cambian: ¿cómo experimento esto?, ¿qué significa para mí? Si me comporto de cierta manera, ¿cómo puedo llegar a darme cuenta del significado que tendrá para mí? Es decir, por fin ha pasado de plantearse qué estarían esperando los demás y empieza a considerar qué es lo que realmente quiere usted.

 “Sé tú mismo, los demás puestos ya están ocupados”.
                                                                                                                          Oscar Wilde

Para ello es necesario abandonar las barreras defensivas con las que se ha enfrentado a lo largo de su vida y experimentar lo que ha estado oculto en el interior. Así podrá llegar a convertirse en una persona más abierta, desarrollará una mayor confianza en sí misma, aceptará pautas internas de evaluación, aprenderá a vivir participando del proceso dinámico y fluyente que es la vida.

Ser uno mismo y vivir sin máscaras implica sinceridad y autenticidad. Para el jesuita Francisco Jálics, ser auténtico es más valioso que ser sincero: la persona sincera dice lo que piensa; la auténtica, en cambio, lo que efectivamente siente.

Para ser uno mismo hay que ser soberano de la propia personalidad, es decir, plenamente autónomo y completamente propio. Para ello, además de quitarse las máscaras, debe deshacerse de los malos hábitos y de las opiniones falsas. Debe desaprender. 

Los filósofos de la Antigüedad aconsejaban incorporar las siguientes prácticas para lograr esta independencia mental: 
  • encender la luz de la razón y explorar todos los rincones del alma
  • filosofar 
  • dedicar tiempo para ocuparse de sí mismo 
  • prestar atención a cada una de nuestras necesidades 
  • evitar las faltas o los peligros 
  • establecer relaciones consigo mismo 
  • adquirir el coraje que le permitirá combatir las adversidades 
  • cuidarse de manera que uno se cure 
  • convertir estos ejercicios mentales en una forma de vida. 
Como decía el filósofo griego Epicuro, nunca es demasiado pronto ni demasiado tarde para que uno se ocupe de su propia alma.>

*Miriam Subirana es conferenciante, coach, escritora, artista. Formadora en Indagación Apreciativa.
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