Canalizadores de amor

segunda-feira, 25 de abril de 2016




Amar es dejar emanar de nuestra Alma 
-sin los filtros de ningún pensamiento- 
la energía amorosa que recibimos del Sol 
y demás astros y estrellas de la galaxia.

Somos canalizadores de la más elevada 
y sofisticada energía de evolución
que, derramada aquí em la Tierra, 
posibilita una vida inteligente, 
armónica, saludable y alegre 
en la que podemos realizar 
la experiencia peregrina 
-permanente e infinita- 
que cada uno ensaya 
junto a todos los seres, 
siguiendo el movimiento 
de la danza estelar
de expansión y transformación 
de la conciencia del universo.

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Tiradentes, o futuro que chega devagar

quinta-feira, 21 de abril de 2016



A cidade de Tiradentes -no estado brasileiro de Minas Gerais- parece conservar o espírito revolucionário adjudicado a aquele de quem herdou o nome. Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de Tiradentes porque exerceu –entre outras várias atividades- o ofício de arrancar dentes estragados, é tido -não sem polêmica- como   foi um dos heróis das tantas rebeliões que perseguiram independizar as terras brasileiras do domínio colonial de Portugal. Ele acabou sendo preso e enforcado por ordem das autoridades portuguesas o 21 de abril de 1792.  Por isso o dia 21 de abril é feriado nacional no Brasil, como uma forma de reivindicar, mais que a Tiradentes, o caro valor da liberdade e da independência.

Florindo aos pés da serra de São José -território natal de Tiradentes- a cidade que o lembra para sempre promove hoje uma outra revolução: a revolução da lentitude. Uma existência devagar para viver melhor, buscando elevar ou manter a qualidade de vida de seus cidadãos por meio da valorização de sua cultura, gastronomia, espaço rural e urbano.

Essa proposta que questiona radicalmente o ritmo alucinado das grandes cidades e a aceleração irracional do lucro capitalista é encarnada pelo movimento internacional denominado slow cities (cidades lentas), que articula uma rede de cidades que, na América começam a ser chamadas como cidades do bem-viver. 

Nascido na Itália, o movimento já tem endereço em 70 cidades desse país e se expandiu por 29 países de Asia, África, Europa, América do Norte, América do Sul, Oceania. As cidades lentas pregam por um tráfego de carros menor, menos barulho, menos multidões. E o grande objetivo é resistir à homogeneização global, apoiar a diversidade cultural e as especialidades locais.

Feira de produtores locais em Tiradentes.
As cidades candidatas ao selo Slow City – certificação de qualidade de vida – passam por uma seleção. Precisam ter menos de 50 mil habitantes e seguir rigorosamente 55 princípios ligados ao cuidado com o meio ambiente, sustentabilidade urbana, infra-estrutura, incentivo aos produtos e produtores locais, hospitalidade, prioridade aos pedestres em vez de aos veículos motorizados,  senso de comunidade, preservação da cultura e dos patrimônios históricos.

No Brasil, apenas duas cidades são atualmente candidatas a serem incluídas oficialmente no organismo internacional denominado Cittaslow: Antônio Prado (Rio Grande do Sul) e a mineira Tiradentes. Esta cidade de 7 mil habitantes -localizada a 200 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte-,  não precisou mudar muito de ritmo para preencher a solicitação, pois as características do bem-viver já estavam presentes há muito tempo. Agora a preocupação é mantê-las. A participação no movimento não diminuiu a atividade econômica, pelo contrário permitiu a promoção de novas atividades e acabou atraindo pessoas de grandes centros urbanos que, fugindo do estrese, se mudaram para Tiradentes e abriram pousadas e restaurantes, gerando novos empregos.
Festival de Cultura e Gastronomia em Tiradentes.
A Associação Empresarial de Tiradentes, acredita que esse movimento será um marketing positivo para a cidade. “Temos um belo e preservado patrimônio histórico, emoldurado pela serra São José;  e a cidade é cercada por natureza exuberante. Agora é hora de os moradores e turistas aos poucos compreenderem a idéia do movimento. Educação patrimonial, coleta seletiva do lixo, saneamento básico, educação ambiental nas escolas e creches são ferramentas básicas para melhorar a qualidade de  vida e alcançar o selo de Cittaslow ”.

Que será o selo de uma revolução mais ampla e mais profunda daquela que fazia parte o próprio Tiradentes. Um paradigma do terceiro milênio para conquistar a independência da comunidade para sobreviver e desenvolver-se e a liberdade das pessoas para ter mais tempo e qualidade de vida para a realização de seu espírito.

Levanto, o modelo
Na Itália, a cidade de Bra, no Piemonte, com 27 mil habitantes, é a sede do movimento cidades lentas. Porém, a experiência que Levanto começou há mais de uma década é considerada tão bem sucedida que é chamada de modelo Levanto.

No mapa geográfico, ela aparece na região da Ligúria, a uma hora de Gênova. É a porta de entrada do Parque das Cinco Terras, Patrimônio Natural da Unesco, com rochas cultivadas, um Mar Mediterrâneo transparente e um santuário de baleias.

Levanto, mar e montanha.
Em uma paisagem de rochas e mar, em um terreno selvagem e até hostil, 5.000 habitantes tentam construir a cidade ideal: bonita, humana, autossuficiente e lenta. Na cidade ideal a maioria dos carros são dos turistas, pois o prefeito vai trabalhar de bicicleta, assim como o cozinheiro, o artista, a comerciante e o guia turístico. Em Levanto, todo mundo pedala em lugares inesperados.

Levanto mudou em pouco tempo. Fatos históricos deram o empurrão. Até o fim dos anos 80, a maioria da população trabalhava em uma indústria de armas, perto da cidade. Com a queda do muro de Berlim e o fim da Guerra Fria, esse mercado acabou. A cidade iria falir se a prefeitura não tivesse agido rapidamente. E o que fizeram? Traíram de volta um modelo de vida das suas tradições, procuraram no passado a sua identidade cultural.

A cidade de Levanto possuía a vocação natural para o turismo. Mas, para criar um turismo diferente era preciso mudar algo difícil: a forma de pensar. Foi o ex-prefeito Marcello Schiaffino quem começou a grande transformação. Enviou uma carta a cada uma das 2,5 mil famílias de Levanto. "Decidi escrever: quem tem ideia e vontade de investir, nós vamos ajudar”, explica.

Casa de família virou pousada para o agroturismo.
As famílias começaram a transformar as próprias casas em pequenos hotéis -conta ele-, oferecendo cama e café da manhã, e a abrir pequenos negócios. Era importante impedir que a população abandonasse a cidade. Porque turista não gosta só de praia, também quer conhecer o povo com as suas tradições. Cada um fez a sua parte.

O chef Lorenzo Perrone recusou convites para trabalhar em Roma e Milão e ficou na cidade natal para recuperar pratos esquecidos, como o gattafin, um delicioso pastel recheado com ervas, e o bolinho de bacalhau, que na Itália já foi comida de rua. “Antigamente se fazia o cone com papel de pão e se comia nos bares com vinho branco. Nós, italianos, temos paixão por aperitivos”, conta Lorenzo.

Luigina Piselli, que produz a mão o melhor pesto genovese de todo o vale, abriu uma loja de delícias locais. As suas aulas de culinária são muito atraentes. Luigina sustenta que o pesto genovese é o molho mais amado no mundo, depois do de tomate. “Teve um momento em que a minha filha quis ir embora, mas decidiu ficar. Aqui é bom para os filhos crescerem. Eu penso que entre nós, italianos, exista esta vontade de procurar estes gostos do passado", aponta. A filha também abriu um pequeno negócio. E as quatro gerações da família puderam permanecer juntas.

A bicicleta, a estrela maior de Levanto. 
O escultor Renzo Bighetti que viajava pelo mundo, desembarcou em Levanto, para ficar. “Escolhi viver uma vida mais recolhida, lenta e meditativa. Gosto de andar por aqui de bicicleta. É meu modo introspectivo de procurar coisas. Pareço um preguiçoso, mas sempre encontro uma ideia para trazer ao atelier e dar forma", explica.

Marco Scaramucci abandonou os trens de alta velocidade, onde era fiscal de passagens, para se tornar guia turístico no mar e na terra. "Antes, eu fazia uma coisa da que não gostava, mas fazia para fazer feliz outra pessoa. Depois, decidi ser feliz eu mesmo”, revela. “Se eu dissesse como fiquei reduzido economicamente, deveria ser estressado. Vendi uma casa, a outra está hipotecada. Mas estou feliz e não tenho estresse".

Os esforços por uma vida melhor e mais saudável poderão ser inúteis, se a cultura da velocidade não for revista. No pensamento moderno, o tempo é uma riqueza que está escasseando, como o petróleo ou a água. E a sensação de falta de tempo parece ser uma doença crônica, sem remédio. Porém, Levanto, na Itália e Tiradentes, no Brasil, acham que a cura pode estar em seu próprio modo de ser. Tranquilo,  calmo, devagar, devagar. Do mesmo jeito que está chegando o futuro.q
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Consumo consciente não tem crise

terça-feira, 19 de abril de 2016



Com a crise econômica que atravessa Brasil, 57% dos brasileiros alteraram seus hábitos de compra, segundo pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em junho de 2015. Hoje o índice pode estar um pouco pior. E reduzir o consumo pode ser difícil para quem nunca pensou nisso, mas quem já é adepto de um estilo de vida mais simples tem enfrentado o atual momento econômico sem grandes traumas. A seguir veja três histórias de quem adotou o consumo consciente.

● Fernanda Marinho, 35 (gerente de projetos)
"A virada para ter uma vida mais simples aconteceu em 2012, quando voltei a viver com minha família e percebi que tinha coisas demais para colocar em um quarto minúsculo. Como sempre economizei muito, guardava tudo, tinha até roupas de quando era adolescente. Uma das minhas melhores amigas e eu começamos a ler sobre adotar um estilo de vida mais simples. Além da economia, o minimalismo reduz o tempo gasto à toa. 

Meu marido e eu temos uma casa simples de limpar, por exemplo. Consumir menos reduz o estresse, hoje tenho uma vida muito mais tranquila. A crise não me atingiu. Tenho sorte de não ter perdido o emprego, é claro, mas, mesmo com tudo mais caro, não me preocupo, porque consumo muito pouco. Não tenho TV a cabo, não tenho dívidas. Não se trata apenas de comprar menos, mas também de ser consciente. Não é preciso tirar todas as alegrias da vida, mas, sim, o que está sobrando".

 Camilo Bracarense, 36 (designer)
"Sempre me incomodei com a ideia de que é preciso ter um patrimônio para ser bem-sucedido. Minha mulher, Rúbia, e eu morávamos no Paraná quando nossa filha, Manu, nasceu. Aos cinco meses, ela já estava na creche, enquanto nós passávamos o dia no trabalho. Foi muito difícil perder tudo o que ela fazia pela primeira vez. Decidimos mudar isso. Em julho de 2013, deixei meu emprego, procurei frilas (trabalhos free lance) e conheci pessoas que buscavam consumir conscientemente. Voltamos a viver em Minas Gerais em janeiro de 2014. Viramos vegetarianos e fizemos uma horta que provê boa parte da nossa alimentação. 

Somos mais livres, temos mais tempo com a família. Nossa criatividade aumentou e os pensamentos positivos também, porque o consumo consciente faz reduzir as expectativas. Até os relacionamentos ficaram mais saudáveis. Financeiramente, a crise não nos atingiu. Nossas necessidades são pequenas, ganhamos e doamos coisas, e a Manu tem poucos brinquedos. Se a gente quiser sobreviver nesse planeta, vamos precisar mudar, gerar menos lixo, saber aproveitar melhor a água. Mudar é difícil, é dolorido, mas é preciso".

 Elisangela Silva Souza, 28 (consultora de TI)
"Em 2012, entendi como os conceitos de minimalismo, simplicidade voluntária e vida simples faziam sentido para mim. A primeira atitude que tomei foi repensar tudo o que consumia, onde colocava minha energia e minhas motivações. Venho de uma família pobre, não ter muitas coisas era comum até os meus 18 anos. Até comida faltou na nossa mesa. Quando conheci o minimalismo, essa fase já havia sido superada. Mas, com o primeiro trabalho registrado e os novos ambientes, passei a receber novas referências que me pediam uma adequação para ser aceita. Passei a querer ter coisas para ser parte de um grupo ou para me sentir bem. 

Quando mudei minha relação com dinheiro, autoestima, status e consumo, minha situação financeira começou a melhorar. Fiquei um ano sem comprar roupas ou itens pessoais, direcionando meu dinheiro para realizar sonhos. Planejei meu casamento sozinha e fiz minha primeira viagem internacional. Desde que comecei a ter consciência do impacto que o consumo causa -não só na minha vida, mas no mundo-, tenho vivido muito melhor. Assumo que tenho o poder de mudar, pelo menos um pouco, a parte da cadeia produtiva que explora e destrói, e faço isso consumindo menos. O consumo consciente não é bom só para o bolso, é bom para nossa liberdade de escolha e para o mundo que nos cerca".q

* Por Andrezza Czech (via Uol Mulher)
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Navegar é preciso

quarta-feira, 13 de abril de 2016


Sabe esperar, aguarda que la marea suba...
Todo el que aguarda sabe que la victoria es suya

 Y la marea subió. El barquito desencalló, soltó las amarras y volvió a navegar en ese mar de letras con las que procuramos construir la palabra más certera que mejor traduzca nuestras ideas, inquietudes, ocurrencias, canalizaciones, desvaríos. Terminó el tiempo de espera. Los queridos navegantes de este blog volverán a encontrar novedades, actualizaciones del diario de  bordo en el que dejamos constancia de nuestro incierto derrotero.

En la calma chicha de las aguas azules de ese día a pleno sol o en el oleaje furioso de las noches de tormenta, poco podemos hacer manipulando el timón. No somos nosotros quienes nos navegamos, es el mar quien nos navega. Ese inmenso océano del continum quántico nos lleva por corrientes desconocidas hacia una tierraNova, atravesando las oscuridades y las luces de este tiempo de transición planetaria, donde vamos descubriendo los nuevos paradigmas sobre los que fundaremos la próxima revolución espiritual que nos depositará en otras dimensiones estelares.

Por eso,  no nos preocupemos en saber si la brújula funciona, apenas  nos ocupemos en mantener nuestros barquitos a flote y navegando.  Los viejos tiempos han llegado a su fin. En esta nueva cuenta no hay carta de navegación, ni hoja de ruta, ni trayectos establecidos. No hay camino. Será en el mismo andar que iremos anoticiándonos del percurso y sus novedades. Sigamos pues la enseñanza del poeta Antonio Machado: 

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más.
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.


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