La vida está en otra parte (ya estamos llegando)

segunda-feira, 30 de março de 2020



El pico de la pandemia del coronavirus todavía no ha llegado. El mundo actual -competitivo, omnipotente, egoísta y desorganizado- ni siquiera consigue comprender bien lo que está pasando y así, no logra aunar saberes y acciones para responder de manera conjunta y, por ende, más eficaz a las consecuencias de la peste.

Mucho menos pueden advertir que una vez que se logre domar al bichito insolente, agresivo y rebelde que hoy nos enferma y nos mata, mañana nada será igual. De a poco, comenzarán a aparecer indicios, señales de otro mundo, de un mundo nuevo. Sabiendo que esa hora llegará, estas simples palabras que nos entrega, con una pacificadora calma, Arturo Pietragrande, de la tribu de los Taitas, pueden servirnos para ir reflexionando. Vale la pena asomarse al video...

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Todos no mesmo barco, remando juntos

sábado, 28 de março de 2020


Importan dos maneras de concebir el mundo:
una, salvarse solo, 
empujar ciegamente a los demás de la balsa.
La otra, es un destino de salvarse con todos, 
comprometer la vida hasta el último náufrago...
- Armando Tejada Gomez -

Com o marco inédito e impactante da Praça São Pedro totalmente vazia, o  Papa Francisco entregou no Vaticano sua misa e suas mensagens avaliando a pandemia que assola ao mundo, suas conseqüências e a esperança de atravessar a implacável e letal tempestade que ainda muitos humanos hesitam, perplexos, em aceitar.

Estas são as principais reflexões de Francisco. Quem queira ouvir que ouça:

  • Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.
  • A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.
  • Com a tempestade,  cai o nosso “ego”, sempre preocupado com a própria imagem, e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.
  • Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente.
  • O Senhor nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.
  • E aí está o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho.
  • A tempestade nos mostra que não somos autossuficientes, que sozinhos afundamos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre.
  • Estes mesmos sentimentos, porém, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, chamados a remar juntos.
  • Em meio à tempestade, o Senhor nos interpela e pede que nos despertemos. Temos uma âncora: na sua cruz fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.
  • Abraçar a sua cruz, significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e posse, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. 
  • Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé e que liberta do medo.
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